Arquivo de julho \25\UTC 2009

25
jul
09

galeria : Nebulosas

Witch Head Nebula IC 2118 Nebulosa de Reflexão

Witch Head Nebula IC 2118 Nebulosa de Reflexão

Imagem surpreendente de WitchHead Nebula produzida por Andrea Tamanti

Nebulosa de Carina: nebulosa de emissão, magnífico berçário de estrelas em foto de Andrea Tamanti

Nebulosa da Bolha

Nebulosa da Bolha 2

Nebulosa do Caranguejo

Nebulosa da Tarantula

Nebulosa de Orion

Nebulosa do Anel: nebulosa planetária

Nebulosa do Esquimó: nebulosa planetária

Nebulosa Olho de Deus: nebulosa planetária

NGC2359 - A bela nebulosa Capacete de Thor (Thor's Helmet)

Nebulosa da Chama - Flame Nebula- Na constelação de Órion

Nebulosa Abell: nebulosa planetária

Nebulosa de Emissão Rosette

A Gaivota- nebulosas de emissão NGC2327 (cabeça) e IC 2177 (asas e corpo)acompanhada de NGC 2359, conhecida como o Pato ou o capacete de Thor.

NGC 6334:Nebulosa de Emissão "Pata de Gato"

Imagens dos sites da Nasa e do Hubble telescope

Nebulosa da Íris (NGC 7023, nebulosa de reflexão) em imagem fantástica do astrofotógrafo Marco Burali

24
jul
09

O QUE SÃO NEBULOSAS?

Certa vez, ouvi a seguinte pergunta na sala dos professores de uma das escolas onde trabalho:

“- Por que há tantas fotos de nebulosas tiradas pelo Hubble? Por que toda hora vemos novas fotos de nebulosas nos jornais e revistas?”

Realmente as nebulosas produzem imagens fascinantes e chamam a atenção por suas formas e cores fantásticas. Mas o que são nebulosas?

Nebulosas são nuvens de poeira e gás interestelar, normalmente hidrogênio, e estão relacionadas ao ciclo de evolução estelar.  Grande parte das nebulosas estão em intensa atividade de formação estelar, são verdadeiros “berçários de estrelas”. Existem vários tipos de nebulosas:

Nebulosa escura ou de absorção: é um grande nuvem molecular que contém muita poeira,  tanta que acaba por bloquear a luz emitida por estrelas dentro ou perto dela e mesmo de outras nebulosas. De todos os tipos de nebulosa, as escuras são as nebulosas mais frias. Quando o gás é aquecido, luzes de diferentes cores começam a ser geradas, como nas nebulosas de reflexão e emissão . Nas nebulosas escuras, porém,tanto a menor temperatura quanto sua grande dimensão fazem com que a luz seja absorvida por elas, a luz não consegue atravessar.
Exemplos de nebulosas escuras são a Nebulosa Cabeça de Cavalo em Órion e a Nebulosa Saco de Carvão no Cruzeiro do Sul.

Nebulosa Cabeça de Cavalo, na constelação de Órion: Nebulosa de Absorção

Nebulosa de Emissão: São nebulosas que brilham em diferentes cores, pois o gás delas emite luz quando estimulado pela radiação de estrelas jovens  muito quentes,( tipos O ou B, de 11.000 a 30.000 K). Estas estrelas enviam fótons altamente energéticos que aquecem o gás. Quando o gás é aquecido os elétrons pulam para um nível maior de energia, absorvendo luz. Esta luz absorvida é re-emitida, mas agora de dentro da nebulosa. Pode-se dizer que a luz que entrou na nebulosa sofreu uma modificação.Explicando de forma mais simples: A nebulosa por si só não emite luz, a luz vem de estrelas que estão próximas a ela. Quando a luz que incide na nebulosa é modificada pela intensa atividade dentro dela, a nebul0sa é de emissão.
Exemplos de nebulosa de emissão são a Nebulosa de Órion , de Rosette e Carina.

Nebulosa de Rosette: Nebulosa de Emissão

Nebulosas de reflexão: São nebulosas que apenas refletem a luz de estrelas vizinhas que incide sobre elas. Estas nebulosas não são quentes o suficiente para provocar a ionização no gás da nebulosa como as nebulosas de emissão, mas são brilhantes o suficiente para tornarem o gás visível. Os raios de luz que entram , atravessam a nuvem e ao colidirem com  diferentes partículas e moléculas acabam espalhando a poeira e permitindo que a luz passe. É como quando as luzes dos  faróis de seu carro atravessam as moléculas de água da nossa atmosfera.

Exemplos de nebulosas de reflexão são a nebulosa Cabeça de Bruxa em Eridano ou a Nebulosa de Merope em Touro.

Cabeça de Bruxa: Nebulosa de Reflexão


Nebulosa planetária: Apesar do nome que lhe foi atribuído, este tipo de nebulosa nada tem a ver com planetas. Inicialmente quando William Herschel(descobridor de Urano) a observou, achou que ao telescópio sua forma era semelhante a de um disco planetário. A nebulosa planetária está relacionada com a morte de uma estrela. Quando estrelas de dimensões como as do nosso Sol estão morrendo, a queima de hidrogêneo no núcleo da estrela cessa e começa a queima de hidrogêneo em sua área mais periférica, sua “concha”. A partir daí, a estrela começa a queimar hélio. Nesta fase , a energia liberada é tão grande que a estrela se torna uma gigante vermelha.

Com o passar do tempo, o núcleo da estrela original passa a ejetar muita matéria de sua superfície , o que faz a concha se expandir cada vez mais e  então a estrela vai perdendo matéria até  se transfomar numa anã branca central que começará a esfriar, já que todas as reações termonucleares se encerram . Ao final do processo , acredita-se, se tornará uma anã negra completando seu ciclo de vida.

As nebulosas planetárias produzem lindas imagens e a anã branca central torna fácil sua identificação e classificação. Exemplos de nebulosas planetárias são a nebulosa Olho de Gato e a nebulosa do Anel.

Nebulosa Planetária: Nebulosa do Anel

Supernova Remanescente: Após a explosão de uma supernova, o invólucro de gás afasta-se muito rapidamente do núcleo estelar. Forma-se então uma Supernova Remanescente, que também é um tipo de nebulosa. Estas nebulosas são muito importante para o entendimento da galáxia. Elas aquecem o meio interestelar, distribuem os elementos pesados pela galáxia e aceleram os raios cósmicos.

Exemplo de supernova remanescente é a Nebulosa do Caranguejo

Fonte: Adaptado de

http://http://www.fisicainterativa.com/Astronomia/Nebulosas.htm e http://abyss.uoregon.edu/~js/glossary/dark_nebula.html

Astrophere.org

Livro: Evolving the Universe de Michael Zelik

24
jul
09

Observando o céu: Não comece pelo telescópio!

Exemplo de binóculos para observação do céu. As melhores dimensões são 10X50 e 7X50 (especialmente indicado para a visão das crianças)

Faço parte de várias comunidades e grupos de astronomia e vejo constantemente que iniciantes pedem sugestões de telescópio para comprar. Em minha pouquíssima experiência, uma das coisas que aprendi é que não adianta ter um telescópio sem antes ter aprendido a obsevar o céu a olho nu e depois com binóculos. É preciso saber usar a carta celeste e localizar-se bem no céu. O binóculo é um fantástico instrumento de observação – com ele é possível observar a lua,  estrelas, planetas, aglomerados, nebulosas, cometas. Meu binóculo é um 10X50 e tem me proporcionado m0mentos maravilhosos de observação

. No céu do verão brasileiro, o melhor amigo do iniciante é Órion, o gigante caçador. Esta constelação de facílima visualização, está rodeada de constelações fáceis de identificar. O cinturão do caçador, as três marias, apontam para a estrela mais brilhante do céu, Sírius, que fica na constelação de Cão Maior. Próxima a ela avista-se Cão Menor.  Quando é possível reconhecer estas três constelações, pode-se procurar pela constelação de Touro, que também fica próxima a Órion e onde se encontram as Plêiades, lindo aglomerado de fácil visualização. Enquanto observamos as constelações, podemos ver a diferença no brilho e coloração das estrelas, lindas nebulosas lembrando pedaços de algodão, planetas com sua forma e brilho especial. “Brincar” com o binóculo ajuda o iniciante a se orientar e a se localizar no céu, o que apesar de simples, no início parece ser bem complicado.

Exemplo de carta celeste

Se você não tem um planisfério ou mapa celeste, vale a pena ir ao site skymap http://www.skymaps.com/downloads.htmlhttp://www.skymaps.com/downloads.html

Lá você pode baixar um mapa com indicações dos principais objetos a serem observados em cada ano do mês.

Abaixo Órion e as Três Marias em destaque no centro. É possível também visualisar sua famosa nebulosa

No inverno temos as constelações do Escorpião, de fácil identificação no céu, a do Sagitário, onde se localiza o centro de nossa galáxia, e o famoso Cruzeiro do Sul. Todas são ricas em aglomerados de estrelas. Também é tempo, em nosso hemisfério, de observar planetas como Vênus, Saturno, Marte e Júpiter.

Aglomerado "Caixinha de Jóias" localizado no Cruzeiro do Sul

Detalhe importante: Binóculos com zoom não são bons para observação do céu.

Veja no vídeo abaixo a explicação detalhada de Gustavo Rojas sobre o uso do binóculo para a astronomia

24
jul
09

Galeria Eta Carinae

Eta Carinae Nebula

Eta Carinae Nebula NGC 3372 - Nebulosa de Emissã0

CARINA – A mais fantástica das Nebulosas, deslumbrantes imagens deste berçário de estrelas com seus casulos , protoestrelinhas  e estrelas jovens. Faça uma viagem por dentro de meu objeto favorito no céu.

Nebulosa de Carina NGC 3372Na nebulosa de Carina temos Eta Carinae, um sistema binário, que passou por uma grande erupção e criou duas conchas de poeira. Ela está prestes a explodir numa supernova…ou já explodiu e só saberemos quando o brilho desta explosão chegar até nós, já que ela está a  aproximadamente 7.500 anos-luz da Terra.

Veja como localizar a nebulosa de Carina.

Localização da nebulosa de Carina no céu.

Agora, como você a vê se olhar para céu  na direção Sul e buscar por ela, em foto do astrônomo Ednilson Oliveira.

Eta Carinae – A Estrela

O professor Augusto Damilneli, astrônomo brasileiro, é referência quando se fala em Eta Carinae. Ele provou que Eta Carina é um sistema duplo. A seguir um trecho de uma entrevista que deu ao jornal Estado de São Paulo em agosto de 2009, falando sobre seu estudo.

Professor Augusto Damineli

Augusto Damineli e os mistérios da Eta Carinae

A pesquisa da estrela que colocou a astronomia do Brasil em projeção mundial.

Como foi o processo de pesquisa e descoberta dos mistérios da Eta Carinae?

“A Eta Carinae me capturou. É uma estrela misteriosa, em uma nebulosa a 8 mil anos-luz de nós. É a maior e a mais luminosa que se conhece – brilha como 5 milhões de sóis. E está morrendo. Acreditava-se que ela explodiria em 500 mil anos, mas hoje a previsão é de que isso pode acontecer em 10 ou 50 anos. Quando explodir, no Hemisfério Sul não terá noite e o universo todo vai saber: a Eta Carinae morreu.

Quando comecei a minha pesquisa notei que ela emitia luz em dois canais de energia: um de alta frequência (típico de estrelas quentes) e outro de baixa (de estrelas frias). Deduzi que eram duas estrelas, girando uma em volta da outra.

Uma vez eu estava observando e a estrela de alta energia começou a se apagar. O equivalente a 60 sóis sumiu. “É um eclipse”, pensei. Se fosse, em um ou dois dias a estrela teria de reaparecer. Mas após um mês ela continuava apagada, ainda que com leves sinais de retomada. Levantei a tese de que a estrela de alta frequência tinha “entrado” no vento da outra e de que a colisão entre ventos é que produzia o efeito de “apagamento”. Outros astrônomos trabalham comigo nessa hipótese, desenvolvendo simulações em computador. São cálculos difíceis e levamos anos para reproduzir os dados observados.”

fonte:http://www.estadao.com.br/noticias/suplementos,augusto-damineli-e-os-misterios-da-eta-carinae,423972,0.shtm

A foto abaixo foi feita pelo grande astrofotógrafo brasileiro Fábio Poclos Carvalho. Vale a pena visitar seu site que está nos meus links.

Região de Carina em foto feita por Fábio Poclos Carvalho


A seguir fotos de Eta Carina vista ao telescópio, tiradas por vários astrofotógrafos.

Eta Carinae fotografada por um dos maiores astrofotógrafos do mundo, o premiadíssimo Johannes Schedler

Mais uma imagem de Johannes Schedler

Eta Carinae, o Homúnculo em imagem de Johannes Schedler

Eta Carinae em foto de Fabio Palezze. Imagem feita em fevereiro de 2011 em São Paulo

Eta Carinae fotografada Jeanette Dunphy na Australia em Março de 2011

CARINA em imagem do Chandra - 2011

Eta Carina fotografada em 5 de fevereiro de 2010 por Helder Geraldes

Eta Carina por Helder

Eta Carina fotografada por André Moutinho

Visite o site deste incrível astrofotógrafo

http://ceuprofundo.iphotel.info/moutinho/astrofotografia.php?fil=eve&id=7

Carina por Carlos Moura

Carina por Andrea Tamanti

Imagem de Carina em H-alfa por Andrea Tamanti

E por observatórios pelo mundo

crédito: .NOAO-AURA-NSF

crédito:NOAO-AURA-NSF

crédito NasaEta Carinae