Arquivo para janeiro \23\UTC 2010

23
jan
10

M, NGC, IC? Catálogos Astronômicos

Você está habituado a ver certas siglas quando há referência em sites, livros e revistas de algum objeto celeste. Estas siglas vem dos catálogos nas quais os objetos celestes estão citados. Tornam-se assim poderosos aliados no estudo do céu.

Os primeiros catálogos criados foram o Messier de Charles Messier e o Catálogo de Nebulosas e Aglomerados de Estrelas de William Herschel, que ficou conhecido pela sigla GC ( General Catalogue). No entanto, antes que a lista fosse publicada, muitos outros objetos já tinham sido descobertos. Então o dinamarquês Johan Ludvig Emil Dreyer (1852-1926) que trabalhava no maior telescópio da época, o Leviatã de Parsonstow, analisou e completou a lista com dados que ele mesmo obtivera e criou o NGC ( New General Catalogue). Mais tarde, Dreyer ampliou o catálogo ainda mais criando os IC I e II ( Index Catalogue ) .

Então listando

M para catálogo Messier

NGC para New General  Catalogue

IC para Index Catalogue

Abaixo alguns exemplos. Note que alguns objetos podem ter classificação em mais de um catálogo.

M1 = Nebulosa do Caranguejo

M31/ NGC 224 = Galáxia de Andrômeda

M42/ NGC 1976 = Nebulosa de Órion

M45 = Plêiades

NGC 3372 = Nebulosa de Carina

IC 2602 = Aglomerado das Plêiades do Sul

IC 2118 = Nebulosa da Cabeça de Bruxa

Estes são Charles Messier, William Herschel e Johan Ludvig Dreyer

Charles Messier (1730- 1817)

William Herschel (1738-1822)

Johan Ludvig Dreyer (1852-1926

17
jan
10

Notícias: Astronomia para deficientes visuais

15 de Janeiro, 2010

Astronomia Acessível: Tocando o Céu Noturno

por Nancy Atkinson (adaptado)

Página de livro tátil para deficientes visuais. No detalhe, Júpiter.

As imagens deslumbrantes proporcionadas por telescópios na Terra e no espaço são imagens maravilhosas de observar. Mas aqueles que  tem a visão prejudicada também podem admirar as imagens astronômicas graças ao trabalho de  Noreen Grice. Por 25  anos, Grice tem trabalhado para assegurar que a astronomia seja acessível a todos, incluindo aqueles que são cegos, ou tem pouca visão, bem como os que tem deficiência auditiva.  Ela criou uma série de livros e outros produtos desenvolvidos para trazer o Universo a todos.

Os cinco livros de astronomia de Grice são produzidos com os textos em impressão  comum e em Braille, acompanhado de figuras que são palpáveis. Usando revestimento tátil de desenhos de estrelas, planetas, cometas e outros objetos, imagens reais ganham vida para os deficientes visuais. (…)

Grice trabalhou em conjunto com a NASA e outros astrônomos e educadores para criar seus livros.

No encontro da American Astronomical Society Meeting semana passada, Grice compartilhou com os astrônomos a Nebulosa de Carina Tátil , que foi criada a partir de um grande mosaico de imagens do Telescópio Hubble. Trabalhando com cientistas, Grice foi capaz de incluir variações palpáveis para as diferentes regiões e objetos da imagem.

fonte:http://www.universetoday.com/2010/01/15/accessible-astronomy-touching-the-night-sky/

16
jan
10

Notícias: Hubble captura fim do nascimento de estrelas em galáxia anã próxima

1

Galáxia NGC 2976 onde a região de formação estelar está se extinguindo.

Sobre esta imagem

NGC 2976 não se parece com uma galáxia espiral típica. Como o telescópio Hubble mostra nesta visão da excêntrica região mais interna da galáxia, não existem braços espirais óbvios. Filamentos de poeira espalhados pelo disco não mostram nenhuma estrutura espiral clara. Uma turbulenta interação com um grupo de robustas galáxias vizinhas deformou gás e afunilou o resto da galáxia para dentro de sua região mais interna, propiciando o nascimento de estrelas há aproximadamente 500 milhões de anos atrás. Ao mesmo tempo, as regiões mais externas da galáxia pararam de produzir estrelas porque o gás acabou. Agora o disco central está ficando quase sem gás à medida que as estrelas nascem , reduzindo a região de formação estelar a uma pequena área de 5000 anos-luz ao redor do núcleo. (…)

O estudo de estrelas individuais permitiu que os astrônomos determinassem suas cores e brilho, o que forneceu informações sobre quando se formaram. Baseados nesta análise, os astrônomos reconstruíram a história da formação de grandes áreas da galáxia.

Os pontos azuis na imagem são jovens gigantes azuis que residem nas regiões restantes de formação estelar. NGC 2976 fica no grupo de galáxias M 81, localizada a aproximadamente 12 milhões de anos-luz da constelação de Ursa Maior.

Fonte: Nasa e Esa

14
jan
10

Notícias:Primeiro Espectro direto de um exoplaneta



ESO Top News fonte: http://www.portaltotheuniverse.org/news/view/41823/


VLT Captura o Primeiro Espectro Direto de um Exoplaneta

13 Jan 2010, 11:00 UTC

Estudando um sistema planetário triplo que se assemelha a uma versão ampliada da família planetária de nosso próprio Sol, astrônomos foram capazes de obter o primeiro espectro direto – a “digital química” de um planeta orbitando uma estrela distante, trazendo assim novos conhecimentos sobre a formação e composição do planeta. O resultado representa um marco na pesquisa por vida em outro lugar do Universo.

Os pesquisadores obtiveram o espectro de um exoplaneta gigante que orbita HR 8799, uma estrela muito jovem e brilhante . O sistemna está a aproximadamente 130 anos-luz da Terra. A estrela tem 1,5 a massa do sol e abriga um sisitema planetário que se assemelha a uma versão ampliada de nosso Sistema Solar. Três planetas gigantes associados ao sistema foram detectados em 2008 por outra equipe de pesquisadores, com massas entre 7 a 10 vezes a massa de Júpiter. Estão a uma distância de sua estrela que fica entre 20 a 70 vezes a distânica da Terra em relação ao Sol. O sistema também apresenta dois cinturões de objetos menores, similares ao cinturão de asteróides e de Kuiper de nosso Sistema Solar.

06
jan
10

ESTRELAS

O que é uma estrela?

Estrela é um corpo celeste luminoso composto por gás no interior do qual ocorrem reações de fusão nuclear que liberam energia, inclusive na forma de luz visível.

As estrelas possuem um ciclo de vida: nascimento, vida e morte, ciclo este que chamamos de EVOLUÇÃO ESTELAR.

As estrelas nascem de uma nuvem de gás, evoluem enquanto as reações de fusão nuclear acontecem em seu interior e morrem, atingindo seu estágio final.

EVOLUÇÃO ESTELAR

Nascimento

Sabe-se que todo corpo que possui massa exerce uma força gravitacional sobre outro corpo que também a tenha. Se tivermos uma grande massa de gás hidrogênio livre no espaço, os átomos começarão a exercer atração gravitacional uns sobre os outros.  Isto fará com que surja uma força resultante que atrairá os átomos cada vez mais para o interior da massa total, logo esta massa se tornará muito densa, com muitos átomos espremidos na região central.

É isto que ocorre no interior de certas nebulosas. Quanto mais matéria se condensa dentro da nebulosa, mais atrito e consequentemente mais calor é gerado, até que este corpo atinge condições de temperatura e pressão suficientes para que comecem a ocorrer reações de fusão nuclear, a estrela “acende”, começa a brilhar, ou seja nasce.

Vida

Quando uma estrela nasce, ela entra no período principal de sua vida, ela entra no que é chamado em astronomia de SEQUÊNCIA PRINCIPAL. Uma estrela permanecerá na sequência principal enquanto possuir hidrogênio em seu núcleo.

Uma vez formada, a estrela deve seguir equilíbrios fundamentais por toda sua vida:

. Equilíbrio Térmico: Toda energia produzida dentro da estrela deve estar balanceada com a energia que é radiada ao exterior e com sua temperatura interna.

.Equilíbrio Hidrostático: a pressão a qualquer profundidade da estrela deve compensar o peso das camadas superiores.

De acordo com seu calor superficial a estrela pode ser:

Azul=  20.000K a 35.000 K

Branca= 10.000 K

Amarela = 6.000 K

Laranja = 4.000 a 4500 K

Vermelha = 3000 a 3.500 K

temperaturas aproximadas

 

Plêiades- aglomerado de estrelas jovens, na constelação de Touro

 

fonte: Nasa

 

Sequência Principal

 

Ao quadro acima dá-se o nome de diagrama Hertzsprung-Russell

fonte: http://www.astro.iag.usp.br/~maciel/teaching/artigos/ve-02.jpg

Existe um momento na vida de uma estrela em que seu processo de evolução faz com que ela saia da sequência principal. Este ponto  é chamado de “turnoff point“.
Assim, o “turnoff” da sequência principal é o local sobre o diagrama Hertzsprung-Russell onde uma estrela que está envelhecendo (evoluindo) começa a esgotar o hidrogênio na sua região central e se expande, movendo-se deste modo para fora da seqüência principal.

MORTE


À medida que o hidrogênio vai migrando para a periferia da estrela, o núcleo começa a queimar hélio para que a estrela continue “funcionando”, mas o hélio é mais difícil de queimar que o hidrogênio e a temperatura da estrela precisa aumentar muito para que a combustão aconteça. Finalmente o hidrogênio que está na superfície da estrela começa a ser consumido e a estrela se expande cada vez mais adquirindo uma coloração avermelhada, ou seja, se torna uma gigante, ou super gigante vermelha.

 

Betelgeuse, alpha da constelação de Órion, exemplo de Super Gigante Vermelha. As duas manchas mostram zonas mais quentes dentro da estrela.

 

fonte:http://antwrp.gsfc.nasa.gov/apod/ap100106.html

No entanto, a morte de uma estrela vai depender de sua massa.

Se a massa do corpo celeste for muito pequena ele se tornará uma anã marrom ou um planeta. Não houve massa suficiente para dar partida às reações nucleares  e o objeto emite pouca ou nenhuma luz.

Se a massa da estrela for média (como a do nosso Sol) a estrela  se expandirá até explodir em uma supernova e se tornará uma anã branca,uma estrela pequena mas de brilho intenso.

Se a estrela for muito massiva,  a massa é tamanha que a força gravitacional é maior do que a força nuclear (que está fazendo com que ela se expanda) e a estrela colapsa, ela implode. Neste caso a estrela se tornará uma estrela de neutrons ou um buraco negro.

 

Esquema de evolução estelar

 

fonte:http://www.google.com.br/imgres?imgurl=http://astro.if.ufrgs.br/estrelas/evol.jpg&imgrefurl=http://astro.if.ufrgs.br/estrelas/escola.htm&h=708&w=1060&sz=103&tbnid=Jn5VVJ5Ay7An2M:&tbnh=100&tbnw=150&prev=/images%3Fq%3Devolu%25C3%25A7%25C3%25A3o%2Bestelar&usg=__IS99crdo20MiKDuGtFs6hRRP3F0=&ei=WL5FS9OMGs6MuAfM4YX6AQ&sa=X&oi=image_result&resnum=4&ct=image&ved=0CBgQ9QEwAw
pesquisa feita a partir das seguintes fontes:
Livro: Evolving the Universe
Curso de Introdução à Astronomia Amadora CASP
06
jan
10

Imagem mais profunda do Universo

Telescópio Hubble

capta imagem mais profunda do universo

05 de janeiro 2010

Na imagem, no quadro superior à esquerda, o objeto menor e um outro sob a cor vermelha representam galáxias que correspondem a uma distância entre ... Foto: AFP

Na imagem, no quadro superior à esquerda, o objeto menor e um outro sob a cor vermelha representam galáxias que correspondem a uma distância entre 12,9 bilhões e 13,1 bilhões de anos.

Segundo as agências espaciais, galáxias com esse tempo de distância jamais haviam sido observadas. Os cientistas explicaram que elas são muito menores do que a Via Láctea – a galáxia da Terra – e possuem uma população de estrelas que pode ser enxergada nos pontos de coloração azul.

fonte: http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI4188403-EI238,00-Telescopio+Hubble+capta+imagem+mais+profunda+do+universo.html