Arquivo para março \29\UTC 2010

29
mar
10

CLASSIFICAÇÃO DAS ESTRELAS

CLASSIFICAÇÃO DAS ESTRELAS

http://www.enchantedlearning.com/

As estrelas são classificadas por seu espectro e por sua temperature. Existem sete tipos principais de estrelas. Em ordem decrescente de temperatura, O, B, A, F, G, K, e M.

Estrelas O e B são raras mas muito brilhantes;  estrelas M são comuns mas de pouco brilho.

Tipo de Estrela Cor Tempertura aprox. da superficie Massa

(Sol = 1)

Luminosidade (Sol = 1)

Exemplos

O Azul over 25,000 K 60 1,400,000 Lacertra
B Azul 11,000 – 25,000 K 18 20,000 Rigel
Spica
A Azul 7,500 – 11,000 K 3.2 80 Sirius, Vega
F Azul a

Branco

6,000 – 7,500 K 1.7 6 Canopus, Procyon
G Branco a Amarelo 5,000 – 6,000 K 1.1 1.2 Sol,Capella
K Laranja a  Vermelho 3,500 – 5,000 K 0.8 0.4 Arcturus, Aldebaran
M Vermelho Abaixo de 3,500 K 0.3 0.04

Betelgeuse,Antares

Podemos também classificar as estrelas da seguinte forma:

Estrelas Jovens – Estrelas da Sequência Principal
Estrelas da sequência principal são as estrelas da faixa central do diagama de  Hertzsprung-Russell . A energia dessas estrelas vem da fusão em seu núcleo decorrente da conversão de Hidrogênio em Hélio, como já foi citado no post “Evolução Estela”.A maioria das estrelas estão na sequência principal.

Estrelas Anãs
Estrelas Anãs são estrelas relativamente pequenas, aproximadamente 20 vezes maiores que o nosso Sol e 20.000 vezes mais brilhantes. Nosso Sol é uma estrela anã.

Anã Vermelha
Uma anã vermelha é uma estrela pequena, fria e de pouco brilho da sequência principal cuja temperatura de superfície está abaixo de 4.000. É um tipo muito comum de estrela. Proxima Centauri é uma anã vermelha.

Estrelas Velhas: Estrelas Gigantes e Super gigantes

GIGANTE VERMELHA
É uma estrela relativamente velha cujo diâmetro é aproximadamente  100 vezes maior que o diâmetro que possuía originalmente e que se tornou mais fria(a temperatura de superfície fica abaixo de 6,500 K).

Gigante Azul
É uma estrela muito grande e muito quente que já saiu da sequência principal.

SUPERGIGANTE
É o maior tipo de estrela conhecido, algumas são maiores que nosso sistema solar inteiro. Rigel é uma supergigante. Estas estrelas são raras e já saíram da sequência principal.

Betelgeuse: Supergigante vermelha

Outros tipos de Estrelas:

Anã Branca
É uma estrela pequena, muito densa e quente, constituída basicamente de carbono. Estas estrelas são o que restou depois que uma gigante vermelha perde suas camadas externas, numa explosão de supernova. Elas perderão calor e se tornarão uma estrela anã negra. Nosso Sol um dia será uma anã branca.

Anã Marrom
É um corpo celeste cuja massa é pequena demais para que ocorra uma fusão nuclear em seu núcleo, a temperature e a pressão do núcleo são insuficientes para que a fusão aconteça. Por isso, não pode ser considerada realmente uma estrela.
Estrela de Neutrons
É uma estrela muito pequena e super densa composta basicamente de nêutrons extremamente compactados.
PULSAR
Um pulsar é uma estela de neutron que gira rapidamente e que emite energia em pulsos.

Comparação de vários tipos de estrelas

20
mar
10

Nicolau Copérnico

Os ossos do astrônomo, Nicolau Copérnico (1473-1543), foram descobertos há quatro anos por arqueólogos locais, durante escavações nos arredores da catedral de Frombork e, 467 anos após a sua morte, terá um novo funeral, com cerimónia solene agendada para dia 22 de Maio de 2010.

Três anos após a exumação, análises de DNA determinaram que os restos mortais lhe pertenciam e assim especialistas forenses fizeram a reconstrução facial do crânio correspondia aos retratos de Copérnico ainda conservados.

Este é o rosto reconstituído de Copérnico.

Rosto de Nicolau Copérnico reconstituído

Quando afirmou que a Terra se move em torno do Sol, em 1543,  Copérnico  provocou uma revolução no pensamento ocidental, pois tirava pela primeira vez o homem do centro do Universo. Até então,  a teoria geocêntrica de Ptolomeu, em que tudo gira em volta da terra, era a verdade que guiava a filosofia, a ciência e a religião.

Nascido numa família de ricos comerciantes, Nicolau Copérnico foi educado pelo tio, futuro bispo de Ermlend, depois de ficar órfão aos onze anos. Em 1491 ingressou na Universidade de Cracóvia, onde estudou astronomia e matemática. Buscando aperfeiçoar seus conhecimentos, viajou para a Itália, em 1497. Na Universidade de Bolonha, estudou direito canônico durante três anos.

Em 1501, voltou à Polônia para aceitar o cargo de cônego da catedral de Frauenburg, para o qual tinha sido indicado por seu tio. Partiu em seguida novamente para a Itália, onde freqüentou as universidades de Roma, Pádua e Ferrara. Aprendeu medicina, direito, astronomia e matemática.

Voltou definitivamente à Polônia em 1506, estabelecendo-se em Frauenburg e depois em Heilsberg, como acompanhante médico de seu tio. Com a morte deste, em 1512, voltou a viver em Frauenburg, realizando suas primeiras observações feitas por instrumentos que ele próprio construiu.

Copérnico era eclesiástico, respeitava e temia as autoridades religiosas, para estas, a teoria de Ptolomeu era mais adequada à Igreja para confirmar as citações bíblicas. Temendo contradizê-la, Copérnico, em 1530, apresentou sua teoria apenas entre os astrônomos, num manuscrito chamado Pequenos comentários de Nicolau Copérnico em torno de suas hipóteses sobre os movimentos celestes. Somente em 1540, permitiu que George Joaquim Rhäticus, seu discípulo, publicasse suas idéias na obra Narrativa acerca das obras de Copérnico sobre revoluções.
Finalmente em 1543, esse mesmo discípulo fez circular, em Nuremberg, a obra completa de Copérnico – Sobre a revolução das orbes celestes, onde a Teoria Heliocêntrica, era colocada de forma científica, e não como hipótese. Isto se deu sem o conhecimento de Copérnico, que teve exemplar nas mãos, já pronto, às portas de sua morte, em Frauenburg, à 24 de maio de 1543, mesma data em que veio a falecer.

A obra de Copérnico foi comprovada por grandes astrônomos e matemáticos como Galileu, Kepler e Newton, mas até 1835, a Igreja a manteve em sua lista negra. Mas sua obra, considerada valiosa e pioneira lhe garantiu a posição de Pai da Astronomia Moderna.

Fontes: http://www.professorrobson.hpg.ig.com.br/nicolau.htm
http://educacao.uol.com.br/biografias/ult1789u328.jhtm
17
mar
10

Wise captura uma rosa cósmica

Região de Formação Estelar em Cepheus

16 de Março de 2010

Uma nova imagem em infravermelho feita pelo WISE ( Infrared Survey Explorer) mostra um botão florescendo em novas estrelas. As estrelas, chamadas de aglomerado Berkeley 59 , são os pontos azuis à direita do centro da imagem.Elas estão amadurecendo fora da nuvem de poeira na qual foram formadas e com apenas alguns milhões de anos são estrelas jovens na escala de tempo estelar.

O brilho avermelhado semelhante a um botão de rosa cercando as quentes jovens estrelas é poeira aquecida pelas estrelas. Uma nebulosidade verde folha envolve o aglomerado, mostrando as bordas da densa nuvem de poeira.

Fontes avermelhadas dentro da nebulosa verde indicam uma segunda geração de formação estelar na superfície da nuvem natal, possivelmente como conseqüência do aquecimento e compressão de estrelas mais jovens. Uma supernova remanescente associada a esta região, chamada de NGC 7822, indica que uma estrela massiva já explodiu, soprando a nuvem como num jato de champanhe e deixando para trás esta remanescente. Os pontos azuis espalhados em primeiro plano são estrelas de nossa Via Láctea
Berkeley 59 e NGC 7822 ficam na constelação de Cepheus a uma distância de aproximadamente 3.300 anos-luz da Terra.
fonte:http://wise.ssl.berkeley.edu/gallery_Cosmic_Rosebud.html

16
mar
10

Caroline Herschel: 16 de Março

No dia 16 de Março de 1750 nasceu aquela que considero um símbolo e uma verdadeira heroína: Caroline HerschelCorajosa e determinada, ela é inspiração para muitas mulheres que amam a ciência, especialmente a Astronomia.

Caroline Herschel nasceu em 16 de Março de 1750 em Hannover, Alemanha.Era a irmã mais nova de William Herschel. Logo na juventude foi acometida de Tifo e seu pai achou que jamais poderia se encarregar de algo além de afazeres domésticos. Ela ficou na casa de seus pais até  1772, quando seu irmão a levou para morar com ele na Inglaterra.

Inicialmente governanta e cantora para   seu irmão William, organista que era um grande músico e maestro, ela se tornou sua  assistente pessoal e se engajou no estudo da astronomia junto a ele. A maioria de seu trabalho astronômico está na ajuda que dava ao irmão, anotando e registrando as observações que ele fazia.

Quando William descobriu o planeta Urano, ele dividiu e creditou esta descoberta também à irmã. Mas Caroline também fazia suas próprias observações: ela descobriu muitos objetos celestes entre 1783 e 1787 ,como por exemplo, a descoberta independente de M110 (NGC 205) a segunda  mais brilhante galáxia satélite da galáxia de Andômeda. Caroline observou sozinha 14 objetos até o final de  1783.

NGC 205 galáxia satélite de Andrômeda descoberta por Caroline Herschel Cred: Nasa

NGC 253 Galáxia do Escultor descoberta por Caroline Herschel em 1783. Cred. NASA

As observações de Caroline levaram-na a descobrir entre 1786 e 1797 um total de oito cometas.

Caroline Herschel foi homenageada mais tarde pela comunidade astronômica ao batizarem uma cratera lunar de C.Herschel (34.5N, 31.2W, 13.0 km  de diâmetro, 1935).

Em destaque a cratera Caroline Herschel em foto do astrônomo Ednilson Oliveira

O asteróide (281) Lucretia também foi assim batizado para homenageá-la, pois seu nome era Caroline Lucretia Herschel; foi descoberto em 31 de Outubro de 1888 em Viena por Johann Palisa.

Os cometas descobertos por Caroline Herschel:

1786 Aug  1  C/1786 P1    1786II   Herschel

1788 Dec 21  35P/1788 Y1  1788II   P/Herschel-Rigollet

1790 Jan  7  C/1790 A1    1790I    Herschel

1790 Apr 18  C/1790 H1    1790III  Herschel

1791 Dec 15  C/1791 X1    1792I    Herschel

1793 Oct  7  C/1793 S2    1993I    Messier (Sep 27)

1995 Nov  7  2P/1795 V1   1795     P/Encke

1797 Aug 14  C/1797 P1    1797     Bouvard-Herschel-Lee

Cometa 2P/ Encke

Caroline ganhou muitos prêmios e tornou-se membro da Sociedade Real junto com Mary Sommerville,  as primeiras mulheres a receberem esta honraria.

Morre em 9 de Janeiro de 1848  deixando um incrível legado como uma das primeiras mulheres a quebrar várias barreiras na comunidade científica e ser reconhecida por seu trabalho em astronomia.

Caroline escreveu seu próprio epitáfio. Nele se lê:

 ” Os olhos desta que está glorificada aqui em baixo se voltaram para o céus estrelados.”

Parabéns e obrigada Caroline Herschel!

Que sua linda biografia continue inspirando e incentivando as tantas mulheres que amam a ciência e que voltam seus olhos para os céus estrelados.

14
mar
10

BURACO NEGRO: SISTEMA BINÁRIO EM ABELL

Credit: X-Ray: NASACXCD. Hudson, T. Reiprich et al. (AIfA);
Radio: NRAO / VLA/ NRL

APOD 14/03/2010 Buracos Negros no aglomerado de galáxias Abell

O que está acontecendo no meio desta galáxia compacta? Supõe-se que lá, duas fontes brilhantes no centro desta imagem composta em  raio X (azul)/ e rádio (rosa), sejam buracos negros co-orbitantes de massa muito grande, alimentado a fonte  de rádio gigante 3C75. Cercados por gás emitido a milhões de graus e explosões de jatos de partículas relativísticas, os buracos negros super-massivos são separados por 25,000 anos-luz.

Nos centros de duas galáxias se fundindo no aglomerado de galáxias Abell 400 eles estão a uns 300 milhões de anos-luz.

Astrônomos concluem  que estes dois buracos negros super-massivos são mantidos juntos por gravidade num sistema binário, em parte porque a aparência consistente dos jatos deixados para trás é mais provável porcausa de seu movimento conjunto à medida que eles correm pelo gás quente do aglomerado, a 1200 kilômetros por segundo. Pensa-se que tais fusões cósmicas espetaculares são comuns no ambientes abarrotados dos aglomerados de galáxias no universo distante. Presume-se que em seus estágios finais as fusões sejam fontes de intensas ondas gravitacionais.

O texto do Apod acima é mais uma amostra de como é possível detectar buracos negros hoje em dia, a partir de

efeitos luminosos que surgem dele.

Para saber mais sobre o tópico, vá ao post chamado Buraco Negro.

05
mar
10

As 88 constelações

Constelações são um conjunto de estrelas que em certa região do céu formam figuras como animais e objetos relacionados às culturas que as identificaram. Existem oficialmente 88 constelações. Infelizmente dificilmente você conseguirá identificar a imagem associada à constelação quando olhar para o céu. Um dos poucos casos em que isto ocorre é na constelação do Escorpião. No mais, use muito sua imaginação.

  • Andromeda
  • Antilia, a máquina pneumática
  • Apus, a ave-do-paraíso
  • Aquarius, aquário, o carregador de água
  • Áquila, a águia
  • Ara, o altar
  • Áries, o carneiro
  • Auriga, o cocheiro
  • Bootes, o boieiro
  • Caelum, o cinzel
  • Camelopardalis, a girafa
  • Cancer, o caranguejo
  • Canes Venaciti, os cães de caça
  • Canis Major, o cão maior
  • Canis Minor, o cão menor
  • Capricornus, capricórnio, a cabra do mar
  • Carina, a carena (ou quilha) do navio
  • Cassiopeia
  • Centaurus, o centauro
  • Cepheus
  • Cetus, a baleia
  • Chamaleon, o camaleão
  • Circinus, o compasso
  • Columba, a pomba
  • Coma Berenices, a cabeleira de Berenice
  • Corona Australis, a coroa austral (ou a coroa do sul)
  • Corona Borealis, a coroa do norte (ou coroa do norte)
  • Corvus, o corvo
  • Crater, a taça
  • Crux, o cruzeiro do sul
  • Cygnus, o cisne
  • Delphinus, o delfim
  • Dorado, o peixe-espada
  • Draco, o dragão
  • Equuleus, o pequeno cavalo
  • Eridanus, o rio
  • Fornax, a fornalha
  • Gemini, os gêmeos
  • Grus, o grou
  • Hercules
  • Horologium, o relógio
  • Hydra, o monstro marinho
  • Hydrus, a cobra d’água
  • Indus, o índio
  • Lacerta, o lagarto
  • Leo, o leão
  • Leo Minor, o leão menor
  • Lepus, a lebre
  • Libra, a balança
  • Lupus, o lobo
  • Lynx, o lince
  • Lyra, a lira
  • Mensa, o Monte Mensa na Cidade do Cabo
  • Microscopium, o microscópio
  • Monoceros, o unicórnio
  • Musca, a mosca
  • Norma, o esquadro
  • Octans, o oitante
  • Ophiuchus, o serpentário
  • Orion, o caçador
  • Pavo, o pavão
  • Pegasus, o cavalo alado
  • Perseus
  • Phoenix, a fênix
  • Pictor, o pintor
  • Pisces, os peixes
  • Piscis Austrinis, o peixe austral (ou peixe do sul)
  • Puppis, a popa (do navio)
  • Pyxis, a bússola
  • Reticulum, o retículo
  • Sagitta, a flecha
  • Sagittarius, sagitário, o arqueiro
  • Scorpius, o escorpião
  • Sculptor, o escultor
  • Scutum, o escudo
  • Serpens, a serpente
  • Sextan, o sextante
  • Taurus, o touro
  • Telescopium, o telescópio
  • Triangulum, o triângulo
  • Triangulum Australe, o triângulo austral (triângulo do sul)
  • Tucana, o tucano
  • Ursa Major, a ursa maior
  • Ursa Minor, a ursa menor
  • Vela, a vela (do navio)
  • Virgo, a virgem
  • Volans, originalmente Piscis Volans, o peixe-voador
  • Vulpecula, originalmente Vulpecula cum Ansere, a raposa com o ganso

    A constelação de Órion vista dos dois Hemisférios (Nasa)

O Escorpião: cabeça, garras, corpo e ferrão

O cruzeiro do Sul é a mais conhecida constelação deste hemisfério. A seguir duas images de Crux, o cruzeiro do Sul.

Cruzeiro do Sul

fonte: http://ecuip.lib.uchicago.edu/diglib/science/cultural_astronomy/images/phenom_stars-2d.jpg

Crux - Alfa, Beta, Gama, Delta Cruxis e a intrometida.

fonte: http://members.optusnet.com.au/sjpitt/southern_cross.jpg

Constelação de Sagitário

crédito da foto:http://azulbanana-objectoslegiveis.blogspot.com/2007/12/contelao-de-sagitrio-e-jpiter.html

Veja agora outras constelações comuns no nosso hemisfério, como você as enxergaria a olho nu. A série foi feita pelo astrônomo Ednilson Oliveira

Constelação de Grus em destaque - Como um número 1 invertido.

A bela região de Sagitário e Escorpião

Touro e as Plêiades

A majestosa constelação do Centauro, o Cruzeiro do Sul e a pequena Mosca

Região de Eta Carinae (Minha região favorita no céu.) e o Cruzeiro do Sul, com destaque para as Plêiades do Sul.

05
mar
10

GALÁXIA ANÃ DO ESCULTOR: Encontrada a Primeira Estrela Primitiva

Encontrada a Primeira Estrela Primitiva

Cambridge, MA – Astrônomos descobriram uma relíquia dos primórdios do universo- uma estrela que pode estar entre as da segunda geração de estrelas formadas após o Big Bang. Localizada na galáxia anã do Escultor a aproximadamente 290.000 anos-luz de distância, a estrela tem uma composição química extraordianarimente similar a das estrelas mais velhas da Via Láctea. Sua presença apóia a teoria de que nossa galáxia passou por uma fase canibal, e cresceu até atingir seu tamanho atual engolindo galáxias anãs e outros blocos de construção de galáxias.
“Esta estrela é quase tão velha quanto o universo em si” diz a astrônoma Anna Frebel do Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics, autora chefe do estudo que relata o achado.
Galáxias anãs são pequenas galáxias com apenas alguns bilhões de estrelas, comparadas às centenas de bilhões existentes na Via Láctea. No modelo bottom-up de formação de galáxias, galáxias grandes obtiveram seus tamanhos ao absorverem suas vizinhas menores.
“Se você visse um filme de volta ao tempo de nossa galáxia, você veria um enxame de galáxias anãs pairando em volta como abelhas em torno da colméia” explicou Frebel. “ Com o tempo, estas galáxias colidiram e misturaram suas estrelas para compor uma galáxia maior – a Via Láctea.”

Exemplo de galáxias se fundindo Arp 87

Se galáxias anãs são realmente os blocos de construção de galáxias maiores, então o mesmo tipo de estrelas deveria ser encontrada nos dois tipos de galáxias, especialmente no caso de estrelas velhas pobres em metal. Para os astrônomos, metais são elementos químicos mais pesados que o nitrogênio e o hélio. Por serem produtos da evolução estelar, os metais eram raros no início do universo, e então as estrelas mais velhas tendem a ser pobres em metal.
As estrelas velhas no halo da Via Láctea podem ser extremamente pobres em metal, com uma abundância de metal de 100.000 vezes menor que no Sol, que é uma estrela tipicamente mais jovem, rica em metal. Pesquisas na última década, entretanto, falharam em provar que estrelas extremamente pobres em metal tenham formado galáxias anãs
A Via Láctea parece ter estrelas que eram muito mais primitivas que qualquer estrela das galáxias anãs.” Diz o co-autor Josh Simon do Observatorio do Carnegie Institution. “Se galáxias anãs foram os componentes originais da Via Láctea, é difícil entender porque elas não tem estrelas similares.”
A equipe suspeita que os métodos usados para encontrar estrelas pobres em metal nas galáxias anãs foram tendenciosos de forma que as pesquisas perderam a maioria das estrelas pobres em metal. O membro da equipe Evan Kirby, astrônomo desenvolveu um método para estimar as quantidades de metal de um grande número de estrelas ao mesmo tempo, tornando possível uma busca eficiente pelas estrelas mais pobres em metal nas galáxias anãs.
“ Foi mais difícil que achar uma agulha no palheiro. Nós precisamos achar uma agulha numa pilha de agulhas”, disse Kirby. “ Nós selecionamos centenas de candidatas para encontrar nosso alvo.
Entre as estrelas encontradas na galáxia anã do Escultor uma tinha uma maginitude minima de 18 e foi denominada S1020549. Medições espectroscópicas da luz da estrela com o telescópio Carnegie’s Magellan-Clay em Las Campanas, Chile, determinou que tinha uma quantidade de metal 6.000 menor que a do Sol,; isto é cinco vezes menor que qualquer outra estrela já encontrada até hoje numa galáxia anã.
Os pesquisadores mediram a quantidade total de metal da S1020549 a partir de elementos como o magnésio, o cálcio, o titânio e o ferro. A quantidade padrão se assemelha a das estrelas mais velhas da Via Láctea, fornecendo o primeiro embasamento científico para a idéia de que estas estrelas da galáxia se formaram originalmente em galáxias anãs.
Os pesquisadores esperam que novas buscas venham a descobrir mais estrelas pobres em metal em galáxias anãs, embora a distância e pouco brilho das estrelas seja um desafio para os telescópios ópticos atuais. A próxima geração de telescópios ópticos extremamente grandes, como o proposto Giant Magellan Telescope de 24,5 metros, equipado com espectografos de alta resolução abrirá uma nova janela para o estudo do crescimento de galáxias pela química de suas estrelas.
Enquanto isso, diz Simon, a pequeníssima quantidade de metal em S1020549 representa um avanço na compreensão de como nossa galáxia foi montada. “ A idéia original de que o halo da Via Láctea formou-se pela destruição de muitas galáxias anãs parece realmente estar correta.

NGC 253 Sculptor Galaxy

fonte http://www.cfa.harvard.edu/news/2010/pr201003.html