Arquivo para junho \26\UTC 2010

26
jun
10

Luas Galileanas

Atendendo a pedidos, um post sobre as intrigantes luas Galileanas.

Júpiter e a sombra de seu satélite Europa em magníficas fotos tirada por Fábio "Plocos" Carvalho em 25 de junho de 2010.

Uma das mais importantes contribuições que Galileu fez à ciência foi a descoberta dos quarto satélites em torno de Júpiter, que hoje recebem seu nome. Galileu os observou pela primeira vez em 7 de Janeiro de 1610 em um telescópio caseiro.

Inicialmente ele pensou ter visto três estrelas perto de Júpiter que se alinhavam com o planeta. Na noite seguinte as estrelas pareciam ter se movido na direção errada, o que chamou sua atenção. Galileu continuou a observar as estrelas e Júpiter na semana seguinte. Em 11 de Janeiro, uma quarta estrela (que mais tarde se descobriria ser Ganymede) apareceu. Passada uma semana, Galileu percebeu que as quatro estrelas nunca tinham abandonado a vizinhança de Júpiter e pareciam ser carregadas, arrastadas com o planeta. Além disso, tinham mudado suas posições umas em relação às outras e em relação a Júpiter.

No vídeo abaixo produzido por Gianluca Masi, através do Virtual Telescope na Itália em 12 de agosto de 2009, vemos Ganimedes eclipsar Europa.

Finalmente, Galileu determinou que o que estava observando não eram estrelas, mas corpos planetários que orbitavam Júpiter. Essa descoberta forneceu evidências para apoiar o sistema de Copérnico e mostrou que era errado pensar que tudo girava em torno da Terra


Galileu publicou suas observações em Sidereus Nuncius em março 1610:

Registro das observações de Galileu

Simon Marius afirmou ter observado as luas de Júpiter em Novembro de 1609, (cinco semanas antes de Galileu) e que tinha começado a registrar suas observações em Janeiro de 1610, época em que Galileu começou suas observações. Entretanto, como Marius não publicou suas observações imediatamente como Galileu fez, foi impossível comprovar sua afirmação.Como o trabalho de Galileu era mais extenso e confiável, é dado a ele o crédito pela descoberta das luas de Júpiter. Em 1614, Marius forneceu os nomes dos satélites de Júpiter que conhecemos hoje, baseado em uma sugestão de Johannes Kepler:

“Jupiter é sempre culpado pelos poetas por conta de seus amores irregulares. Três donzelas são especialmente mencionadas como tendo sido clandestinamente cortejadas por Júpiter com sucesso. Io, a filha do Rio Inachus, Callisto de Lycaon, Europa de Agenor. E havia também Ganimedes, o belo filho do Rei Tros, que Júpiter,transportou ao céu em suas costas após assumir a forma de uma águia.

Galileu originalmente chamou os satellites de” Planetas Medicianos” em homenagem a família Medici, numerando-os como I, II, III and IV. Essa nomenclatura foi usada por aproximadamente dois séculos. Somente na metade do século XIX os nomes Io, Europa, Ganymede e Callisto,foram oficialmente adotados.

Senhoras e Senhores: As Galileanas! Io, Europa , Ganimedes (maior satélite do Sistema Solar) e Calisto

As galileanas vistas ao telescópio

http://www.solarviews.com/eng/galdisc.htm

Em breve postarei informações sobre cada um dos satélites.

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11
jun
10

Neutrinos: Descoberta pode revolucionar a Física de Partículas

Os neutrinos tem intrigado os cientistas. A descoberta anunciada recentemente pode revolucionar tudo o que se pensa sobre a física de partículas. A seguir a tradução adaptada do artigo da revista Cosmos sobre o fato. Vale a pena também ler o artigo de Marcelo Gleiser sobre o assunto no link abaixo

http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=71356

Cientistas detectam mudança na forma dos neutrinos

http://www.cosmosmagazine.com/news/3474/physicists-spot-shape-shifting-neutrinos?page=0,1

PARIS: Cientistas na Itália tem 98% de certeza de que observaram uma “oscilação de neutrinos” fenômeno que prova que as misteriosas partículas sub-atômicas tem massa , o que modificará o Modelo Padrão da Física

A descoberta pode ter implicações importantes para nossa compreensão da matéria no universo, disseram os pesquisadores.

Por décadas, os físicos tem observado que  um número menor de neutrinos   – a partícula mais comum no universo, que é eletricamente neutra e viaja perto da velocidade da luz – chegaram à Terra  vindos do Sol do que era previsto. É o chamado Problema do Neutrino Solar.

Em 1960 os cientistas descobriram o Problema do Neutrino Solar: um número menor de neutrinos do que o previsto estavam atingindo a Terra.

Isso significou uma de duas coisas: ou os modelos estavam errados, ou algo estava acontecendo com os neutrinos pelo caminho.
Viu-se pelo menos uma variedade chamada neutrino muon  realmente desaparecer, dando credibilidade a uma hipótese ganhadora do Nobel, 1969  de que as partículas minúsculas  mudam de forma e adquirem um formato novo e ainda não visto..
Agora, cientistas do National Institute da Itália para a Física Nuclear têm, pela primeira vez observaram – com 98% de certeza  – no que as partículas se transformaram no decurso de um processo chamado oscilação de neutrinos: outro tipo de partícula conhecida como tau.

Neutrinos tem massa

Esta será a prova há muito aguardada deste processo.Era uma peça que estava faltando no quebra-cabeça “, disse Antonio Ereditato, um pesquisador do Instituto e porta-voz do grupo OPERA que realizou o estudo.
“Se verdadeiro, isso significa que uma nova física será necessária para explicar esse fato”, disse ele por telefone.
No  modelo padrão atual, os neutrinos não têm massa. Mas as novas experiências provam que eles tem.

A natureza da matéria escura

Uma implicação disso é a existência de outros, tipos de neutrinos, mesmo que ainda não observados, que poderiam ajudar a esclarecer a natureza da matéria escura que acredita-se que constitua cerca de 25% do universo.
“Tudo o que existe no infinitamente pequeno tem sempre repercussões no infinitamente grande”, disse Ereditato.
“Um modelo que possa explicar porque o neutrino é tão pequeno sem desaparecer terá profundas implicações para a compreensão do nosso universo – como era, como ele evoluiu, e como ele finalmente morrerá.”
A transformação do neutrino ocorreu durante uma viagem programada a partir de Genebra, o Laboratório de Gran Sasso, próximo de L’Aquila, na Itália central.
A Organização Européia para Pesquisa Nuclear (CERN), forneceu um feixe de laser  o composto por bilhões e bilhões de neutrinos muon, que levaram apenas 2,4 milissegundos para percorrer  730 km (453 milhas)

Quatro anos de observação

A raridade da oscilação de neutrinos, juntamente com o fato de que as partículas interagem fracamente com a matéria, atormentou os cientistas.
Ao contrário de partículas carregadas, os neutrinos não são sensíveis aos campos eletromagnéticos, normalmente usados por físicos para curvar a trajetória de feixes de partículas.
Eles também podem passar através da matéria e, assim, manter a mesma direção do movimento a partir de sua criação.
Demorou quase quatro anos desde o tempo do feixe foi ligado para testemunhar a metamorfose muon-a-tau.A raridade da oscilação de neutrinos, juntamente com o fato de que as partículas interagem fracamente com a matéria, atormentou os cientistas.
Ao contrário de partículas carregadas, os neutrinos não são sensíveis aos campos electromagnéticos, normalmente usado por físicos para curvar a trajetória de feixes de partículas.
Eles também podem passar através da matéria e, assim, manter a mesma direção do movimento a partir de sua criação.
Demorou quase quatro anos desde que o feixe foi ligado para que se pudesse testemunhar a metamorfose muon-para-tau.

04
jun
10

O Sol: Galeria

É comum darmos pouca importância ao nosso Sol. Pouco se destaca se o compararmos a estrelas como as gigantes vermelhas, azuis, as supergigantes… Até alguns planetas de nosso sistema solar parecem mais interessantes que o sol com seus anéis, manchas, bandas e satélites. Mas quero aqui fazer justiça à nossa estrela anã, fonte de energia para o nosso planeta e todo o sistema solar.

O sol é lindo e é fascinante observá-lo, mesmo em períodos como o atual em que apresenta pouca atividade.

Na Inglaterra, um grande astrofotógrafo se especializou em fotografar o sol, suas manchas, flares , filamentos e proeminências. Com sua permissão posto algumas de suas fotos e inauguro a galeria do Sol com fotos espetaculares de David Evans. Notem a riqueza de detalhes em cada foto e a comparação com o tamanho da Terra. As fotos aqui postadas também podem ser vistas nas páginas do David no facebook e no Twitter. Deleitem-se!

Filamento escuro

 

Grande ejeção em julho de 2010