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O que é uma Anã Marrom?

fonte: http://starchild.gsfc.nasa.gov/docs/StarChild/questions/question62.html; http://www.daviddarling.info/encyclopedia/B/browndwarf.html


Para entender o que é uma anã marrom, é preciso entender a diferença entre uma estrela e um planeta. Não é fácil diferenciar uma estrela de um planeta quando se olha para o céu. No entanto, os dois tipos de objetos são muito diferentes para um astrônomo com um telescópio ou espectroscópio. Os planetas brilham por luz refletida, as estrelas brilham por produzir sua própria luz. Então, o que faz com que alguns objetos  brilhem por conta própria e outros objetos apenas reflitam a luz de algum outro corpo celeste? Essa é a diferença importante a entender – e isso nos permitirá compreender as anãs marrons também.

Como uma estrela se forma de uma nuvem de contratação de gás, a temperatura no seu centro se torna tão grande que o hidrogênio começa a se fundir em hélio, liberando uma enorme quantidade de energia que faz com que a estrela comece a brilhar por si mesma. Um planeta se forma a partir de partículas de poeira que sobraram da formação de uma estrela.Estas partículas colidem e se unem, mas nunca alcançam temperatura suficiente para fundir as partículas e liberarem energia. Em outras palavras, um planeta não é quente o bastante ou forte o suficiente para produzir sua própria luz.

Crédito: Gemini Observatory

Anãs marrons são objetos que têm um tamanho entre o de um planeta gigante, como Júpiter e de uma pequena estrela. Na verdade, a maioria dos astrônomos classificará qualquer objeto  entre 15 e 75 vezes a massa de Júpiter como uma anã marrom. Estando nessa variação de massa, o objeto não seria capaz de sustentar a fusão do hidrogênio como uma estrela regular, por isso, muitos cientistas chamam as anãs marrons de “estrelas fracassadas“.
Por causa dessa característica são vistas como o “elo perdido” entre planetas gigantes gasosos e estrelas. Proposta inicialmente na década de 1960, a anã marrom permaneceu anos como uma hipótese, até que em 1995 evidências fortíssimas definitivamente comprovaram sua existência.

Crédito: Chandra/Nasa

As anãs marrons apresentam uma luminosidade muito fraca e avermelhada e não marrom como o nome pode erroneamente sugerir. Por causa dessa fraca luminosidade, sua luz se situa na faixa do infravermelho próximo do espectro.

Alcançam temperaturas de aproximadamente 1000 a 3400 K. São encontradas em sua maioria em sistemas binários, orbitando estrelas de massa baixa. Em alguns casos o sistema binário em si pode ser composto duas anãs marrons que compartilham um baricentro; ou ainda podem ser encontradas como objetos solitários.

Para maiores informações vá aos posts “Formação planetária no sistema Solar” e ao post ” Estrelas

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15 Responses to “O que é uma Anã Marrom?”


  1. 1 Mary
    julho 20, 2010 às 2:57 pm

    Ai, Dê, só você mesmo! Hoje fiz um intensivãodo seu blog! Li tudo! hehehehe

    • 2 Mateus
      agosto 29, 2014 às 8:46 pm

      ola denise tudo bem ? estou fazendo uma maquete sobre anãs marrons , você sabe me dizer as fases dela ate chegar a uma ana marrom ?

      • 3 deniseselmo
        agosto 29, 2014 às 11:00 pm

        Ola Mateus
        Na verdade, não há muitas fases até que ela vire uma anã marrom.
        1. Nuvem molecular de gás e poeira colapsa.
        2. Ao contrair-se, a nuvem não forma um objeto que tenha massa e densidade suficiente para dar início à fusão nuclear.
        3. Surge assim uma anã marrom.
        Espero ter ajudado.
        Uma abraço.

  2. 4 deniseselmo
    julho 21, 2010 às 12:09 am

    Espero que tenha gostado!!! hahahaaaa
    Kiss

  3. 7 vineplay13@hotmail.com
    abril 16, 2013 às 11:08 pm

    Obrigado, vou usar sua definição de anã marrom em minha pagina no face, ok gostei muitoooooo https://www.facebook.com/pages/Astronomia-e-Espa%C3%A7o/301577366637694 obrigado por me proporcionar essa leitura prazerosa e de fácil entendimento.

  4. junho 16, 2014 às 3:01 am

    Denise, uma subanã marrom (como se fosse uma micro anã marrom), se fosse encontrada no cosmo, estando a orbitar uma estrela, poderia ser classificada também como planeta?

    • 10 deniseselmo
      junho 16, 2014 às 2:21 pm

      Ola Lúcio.
      Bem, para ser considerada um planeta ela teria que se encaixar em outras características além e estar ligada gravitacionalmente a uma estrela. Segundo a IAU hoje em dia considera-se planeta o astro que além de orbitar uma estrela, tem um formato esférico e consegue “limpar” sua órbita, sua vizinhança, atraindo para si pequenos corpos (fator determinante para que Plutão passasse para a categoria de planeta-anão.) Então se essa subanã se encaixasse em tudo isso poderia sim, ser chamada de planeta, mas esse é o grande problema para os corpos menores: não conseguem limpar sua órbita. Obviamente as recentes descobertas na área dos exoplanetas pode mudar tudo isso em alguns anos. De qualquer forma as anãs marrons são um tipo de objeto celeste que tem ainda muito a ser estudado. Eu as considero um campo fascinante.

  5. junho 16, 2014 às 3:27 am

    É errado designar como “estrelas” corpos celestes denominados como anã marrons pelos astrofísicos, não é mesmo? Assim como é errado chamar de “planeta interestelar” um corpo celeste que tenha constituição de um planeta e que não gravite em torno de uma estrela, e sim que vaguem sozinhos pelo espaço cósmico, não é verdade? Um corpo celeste cuja massa e composição é de um planeta (po ex. um astro rochoso, gasoso e esférico de um tamanho pouco maior que a Terra), mas que não esteja orbitando a uma estrela e a nenhum outro corpo celeste,, é designado, de forma correta, de [planemo] ou de [objeto de massa planetária], ou em sigla, vindo da língua inglesa, de [PMO (object-mass-planetary)], e não de “planeta interestelar”, estou certo ou não? Os meios de comunicação erram muito nas designações corretas aplicadas pelos astrofísicos e astrônomos aos corpos celestes do cosmo, dá muita raiva disso.

    • 12 deniseselmo
      junho 16, 2014 às 2:30 pm

      Ola Lúcio
      Veja Lúcio, astrônomos não são lá muito felizes ao escolherem nomes para os astros não é? São tantos nomes infelizes: Nebulosa planetária, quasar, buraco negro…hahahaa. Acho que devido às tantas surpresas que o campo dos sistemas exoplanetários estão nos ofertando, estejamos num momento em que essa terminologia anda bem confusa sim. Com certeza é um tremendo equívoco chamar anãs marrons de estrela, mas esse é um erro induzido pela própria astronomia pois anãs amarelas e vermelhas são estrelas! Os PMO ainda foram detectados em pequeníssimo número para podermos bater o martelo quanto à terminologia. Não tenha raiva, tenha paciência, pois em ciência essas coisas são comuns, especialmente quando temos uma área em que novas descobertas derrubam as teorias que tínhamos até o momento. Quantos estudos e fatos científicos tiveram que esperar décadas e até séculos para serem confirmados. O importante é fazer como você fez agora: tentar reparar e corrigir uma informação que foi publicada errada.
      Obrigada pela contribuição.
      Um abraço
      Denise

      • junho 19, 2014 às 2:58 am

        Os astrônomos denominam de forma chata mesmo alguns corpos celestes. Mas a raiva não é disso, raiva que dá é das fontes de informação (jornais, revistas, telejornais etc.), nas quais muitas vezes as designações dadas pelos astrônomos aos astros do cosmo são citadas de forma errada, caso como eu mencionei aí, do “planeta interestelar”. Pode observar na Wikipedia por exemplo. Ora, se o corpo celeste não orbita nenhuma estrela, ele não é planeta de acordo com a UAI. Denise, e em relação aos buracos negros, é verdade que dentro do horizonte de eventos deles o tempo não passa nunca? Sei que próximo ao horizonte de eventos o tempo passa muito lentamente, 24h próximo ao horizonte de eventos é equivalente a milhares e milhares de anos terrestres, mas e dentro do horizonte de eventos como é, onde nem a luz escapa dessa força gravitacional tão intensa? O tempo é inexistente, como se fosse uma fotografia de treva, ou passa muito lentamente? Lógico ninguém sabe ao certo, mas o como que a maioria dos astrofísicos acreditam ser dentro do horizonte de eventos, um lugar onde o tempo não passe nunca (nesse caso o tempo não existiria) ou um lugar onde o tempo passe devagarzíssimo, como se um bilionésimo de segundo lá dentro equivalesse bilhões e bilhões de anos terrestres?

  6. junho 19, 2014 às 3:37 am

    Denise, mais uma dúvida aqui também, desculpe pelo incômodo, mas é mais uma curiosidade. Um corpo celeste para poder ser chamado de lua, ou satélite natural, ele precisa ter a constituição parecida com qual tipo de corpo celeste? De um planeta, asteroide, cometa, (meteoroide é muito pequeno, não sei se poderia), anã marrom, subanã marrom, planeta-anão, que tipo de constituição ele precisa ter? Só sei que ele não pode ter a mesma composição de uma estrela, pois no caso, ele seria uma estrela he he, e sei que o mesmo precisa estar a gravitar pelo menos um outro corpo celeste que não seja estrela, não seja buraco negro, não seja quasar e nem outro corpo celeste desses tipos.

    • 15 deniseselmo
      junho 20, 2014 às 6:10 pm

      Ola Lucio
      Os satélites tem composição parecida com a dos planetas que orbitam e muitas vezes são asteroides capturados. Acabo de postar um texto sobre satélites a partir de sua pergunta. Espero que esclareça sua dúvida.
      Um abraço.


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