Arquivo para agosto \30\UTC 2010

30
ago
10

Estrelas jovens na Galáxia do Triângulo

http://www.spacetelescope.org/images/potw1019a/Click to Enlarge

Uma nuvem de hidrogênio na Galáxia do Triângulo (Messier 33), a cerca de 2,7 milhões de anos-luz da Terra, brilha com a energia liberada por centenas de estrelas jovens e brilhantes. Esta imagem do Telescópio NASA / ESA Hubble proporciona a mais nítida visão de NGC 604 até agora obtidos.

Com aproximadamente 1500 anos-luz de diâmetro, esta é um dos maiores e mais brilhantes concentrações de hidrogênio ionizado (HII) em nosso grupo local de galáxias, e é um importante centro de formação de estrelas.

O gás de NGC 604, cerca de nove décimos composto de hidrogênio, está gradualmente colapsando sob a força da gravidade para criar novas estrelas. Uma vez que essas estrelas se formam, a forte radiação ultravioleta que emitem excita o gás restante na nuvem, fazendo com que brilhe num tom distinto de vermelho. Esta cor não é típica apenas de NGC 604, mas de outras regiões H II também. Embora faça parte de Messier 33, este objeto é tão brilhante e importante que lhe foi dado um número de NGC próprio.

A radiação ultravioleta liberada pelas estrelas que dão a estas nuvens de hidrogênio seu brilho característico é também a causa de sua aparência irregular e eventual desaparecimento.A radiação e ventos de superfície dessas estrelas gradualmente levam nuvem da qual se formaram à erosão, fazendo com que os gases se dispersem lentamente. A complexa estrutura de NGC 604, com bolhas irregulares e finas estruturas de filamentos no lado mais denso e vermelho, se deve às mesmas forças que acabarão por fazer a nuvem desaparecer. As cavidades em forma de bolha mostram as áreas de maior erosão da nuvem. Embora essas áreas pareçam escuras nesta fotografia, elas brilham intensamente em comprimentos de onda de raios-X.

.

Anúncios
28
ago
10

Titã Oculta um Sistema Binário

Esta semana astrônomos do Observatório Palomar postaram este incrível vídeo no qual Titã, um dos satélites de Saturno oculta um sistema binário de estrelas. As imagens são sensacionais. No vídeo é possível notar-se a densa atmosfera de Titã, que produz jatos de correntes de vento.

Ocultações são um importante instrumento de sondagem das atmosferas no sistema solar e podem ser usadas para determinar a temperatura, pressão e densidade de corpos celestes.

A ocultação dupla vista neste vídeo, da forma que ocorreu, é um evento raro devido à posição geométrica favorável e ao brilho quase idêntico das duas estrelas.

A seguir as imagens deslumbrantes da ocultação.
fonte:http://www.universetoday.com/72273/watch-titan-occult-a-binary-star-system/http://
ao.jpl.nasa.gov/Palm3K/Publications/Scientific/bouchez_adaptive_optics_2003.pdf
25
ago
10

Descoberto o Sistema Planetário Mais Rico em Planetas Conhecido Até Agora

Este artigo foi publicado pela ESO em 24 de agosto de 2010. Texto e imagens pertencem a ESO.

O estudo dos exoplanetas continua fervilhando, cheio de novas descobertas e surpresas

Descoberto o Sistema Planetário Mais Rico em Planetas Conhecido Até Agora

24 Agosto 2010

Com o auxilio do instrumento HARPS do ESO, uma equipe de astrônomos descobriu um sistema planetário com, pelo menos, cinco planetas em órbita de uma estrela do tipo solar, HD 10180. Os investigadores têm também fortes evidências da existência de mais dois planetas, sendo que um deles terá a menor massa encontrada até agora. Este fato tornará este sistema semelhante ao nosso próprio Sistema Solar em termos do número de planetas (sete planetas em vez dos nossos oito). Adicionalmente, a equipe encontrou evidências de que as distâncias dos planetas à sua estrela seguem um padrão regular, como é o caso do Sistema Solar.

“Descobrimos o que parece ser o sistema com mais planetas encontrado até agora,” diz Christophe Lovis, autor principal do artigo científico que apresenta os resultados. “Esta descoberta extraordinária também enfatiza o fato de estarmos entrando agora  numa nova era da investigação de exoplanetas: o estudo de sistemas planetários complexos e não apenas de planetas individuais. Estudos dos movimentos planetários no novo sistema revelam interações gravitacionais complexas entre os planetas e nos dão informações sobre a evolução do sistema a longo prazo.”

A equipe de astrônomos utilizou o espectrógrafo HARPS, montado no telescópio de 3.6 metros do ESO, em La Silla, Chile, durante um período de seis anos, para estudar a estrela do tipo solar, HD 10180, situada a 127 anos-luz de distância, na constelação austral da Hidra. HARPS é um instrumento com grande precisão e de extrema estabilidade nas medições, sendo o descobridor de exoplanetas mais bem sucedido do mundo.

Região da estrela HD 10180, ao centro, onde se localiza o sistema planetário.

Graças a 190 medições individuais obtidas pelo HARPS, os astrônomos detectaram os minúsculos movimentos, para a frente e para trás, da estrela, causados pelas atrações gravitacionais complexas de cinco ou mais planetas. Os cinco sinais mais fortes correspondem a planetas com massas do tipo de Netuno – entre 13 e 25 massas terrestres  – que orbitam a estrela com períodos que vão dos 6 aos 600 dias. Estes planetas estão situados a uma distância da sua estrela central que corresponde a cerca de 0.06 a 1.4 vezes a distância Terra-Sol.

“Temos também boas razões para acreditar que mais dois planetas estejam presentes,” diz Lovis. “Um será do tipo de Saturno (com uma massa mínima de 65 massas terrestres) com um período de 2200 dias. O outro será o exoplaneta de menor massa descoberto até agora, com uma massa de cerca de 1.4 vezes a massa da Terra. Encontra-se muito próximo da estrela hospedeira, a apenas 2% da distância Terra-Sol. Um “ano” neste planeta durará somente 1.18 dias terrestres.

“Este objeto origina uma oscilação na estrela de apenas 3 quilómetros por hora –  mais devagar que a velocidade do simples movimento de andar a pé – e este movimento é bastante difícil de medir,” diz o membro da equipa Damien Ségransan. Se confirmado, este objeto poderá ser outro exemplo de um planeta quente rochoso, semelhante a Corot-7b .

O sistema de planetas recém-descoberto em torno de HD 10180 é único em diversos aspectos. Primeiramente , com pelo menos cinco planetas do tipo de Netuno  localizados numa distância equivalente à órbita de Marte, este sistema encontra-se mais povoado na sua região interior que o nosso Sistema Solar, com mais planetas de grande massa nessa região . Além disso, o sistema provavelmente não possui gigantes gasosos do tipo de Júpiter. Finalmente, todos os planetas parecem ter órbitas praticamente circulares.

Até agora, os astrônomos conhecem quinze sistemas com, pelos menos, três planetas. O último detentor do recorde foi 55 Cancri, que contém cinco planetas, dois dos quais gigantes. “Sistemas com planetas de pequena massa como o que se encontra em torno de HD 10180, parecem ser assaz comuns, mas a sua história de formação permanece um mistério,”  diz Lovis.

Utilizando a nova descoberta ao mesmo tempo que dados de outros sistemas planetários, os astrônomos encontraram um equivalente da lei de Titius-Bode existente no nosso Sistema Solar: as distâncias dos planetas às suas estrelas parecem seguir um padrão regular . “O que pode ser uma assinatura do processo de formação destes sistemas planetários,” diz o membro da equipa Michel Mayor.

Outro resultado importante obtido é a descoberta da existência de uma relação entre a massa de um sistema planetário e a massa e a composição química da estrela hospedeira. Todos os sistemas planetários de grande massa são encontrados em torno de estrelas de gran
de massa e ricas em metais, enquanto que os quatro sistemas de menor massa conhecidos foram encontrados em torno de estrelas de baixa massa e pobres em metais . Tais propriedades confirmam os modelos teóricos atuais.

22
ago
10

Que Quantidade de Massa Dá Origem a um Buraco Negro?

Este é um artigo publicado pela ESO em 18 de agosto de 2010. O texto foi adaptado para o português do Brasil.

Os créditos de imagem pertencem a ESO

Utilizando o Very Large Telescope do ESO, astrônomos europeus demonstraram, pela primeira vez, que uma estrela magnética – um tipo invulgar de estrela de neutrons – se formou a partir de uma estrela com pelo menos 40 vezes a massa do Sol. O resultado desafia grandemente as atuais teorias de evolução estelar, uma vez que, segundo estas teorias, uma estrela com massa desta magnitude deveria transformar-se num buraco negro, e não numa estrela magnética. Levanta-se assim uma questão fundamental: que quantidade de massa deve possuir uma estrela para dar origem a um buraco negro?


Para chegarem a estas conclusões, os astrônomos observaram detalhadamente o aglomerado estelar Westerlund 1, situado a 16 000 anos-luz de distância na constelação austral do Altar . A partir de estudos anteriores , os astrônomos já sabiam que Westerlund 1 é o super aglomerado estelar mais próximo conhecido, contendo centenas de estrelas de grande massa, algumas brilhando com a luminosidade de quase um milhão de sóis e outras com duas mil vezes o diâmetro do Sol (tão grandes como a órbita de Saturno).

“Se o Sol estivesse situado no centro deste aglomerado, o nosso céu noturno estaria repleto de centenas de estrelas tão brilhantes como a Lua Cheia,” diz Ben Richie, autor principal do artigo científico que apresenta estes resultados.

Westerlund 1 é um fantástico zoo estelar, que apresenta uma população de estrelas diversa e exótica. As estrelas no aglomerado partilham uma coisa em comum:  todas têm a mesma idade, estimada entre os 3.5 e os 5 milhões de anos, já que o aglomerado  se formou a partir de um único evento de formação estelar.

Uma
estrela magnética é um tipo de estrela de neutrons que possui um campo magnético extremamente forte – mil bilhões de vezes mais forte que o da Terra – que se forma quando certos tipos de estrelas sofrem explosões de supernova.  O aglomerado Westerlund 1 abriga uma das poucas estrelas magnéticas conhecidas na Via Láctea. Por pertencer a esse aglomerado, os astrônomos puderam deduzir que esta estrela magnética deve ter-se formado a partir de uma estrela com pelo menos 40 vezes a massa do Sol.

Uma vez que todas as estrelas no Westerlund 1 têm a mesma idade, a estrela que explodiu e deixou como resto uma estrela magnética deve ter tido uma vida mais curta do que as restantes estrelas do aglomerado. “Como o tempo de vida de uma estrela está diretamente relacionado com a sua massa – quanto mais massa tem uma estrela, mais curta é a sua vida – se medirmos a massa de qualquer das estrelas sobreviventes, saberemos com certeza que a estrela de vida mais curta que deu origem à estrela magnética deve ter tido ainda mais massa do que a massa medida”, diz o co-autor e líder da equipe Simon Clark. “Isto é extremamente importante, já que não existe nenhuma teoria aceita sobre como se formam estes objetos extremamente magnéticos.”

Os astrônomos estudaram por isso as estrelas que pertencem ao sistema duplo em eclipse W13 no Westerlund 1, utilizando o fato de que, num tal sistema, as massas podem ser determinadas diretamente a partir do movimento das estrelas.

Comparando com estas estrelas, descobriram que a estrela que deu origem à estrela magnética deve ter tido pelo menos 40 vezes a massa do Sol. O que prova pela primeira vez que as estrelas magnéticas podem formar-se a partir de estrelas de tão grande massa, estrelas essas que esperaríamos que formassem buracos negros. O que assumíamos anteriormente era que estrelas com massas iniciais entre 10 e 25 massas solares formariam estrelas de neutrons e aquelas com massas iniciais superiores a 25 massas solares dariam origem a buracos negros.

“Estas estrelas têm que se ver livres de mais de nove décimos das suas massas antes de explodirem como supernovas, porque senão darão antes origem a um buraco negro,” diz o co-autor Ignacio Negueruela. “Perdas de massa tão elevadas antes da explosão apresentam um grande desafio às atuais teorias de evolução estelar.”

“O que levanta a questão de saber quanta massa deve ter uma estrela para que ao colapsar forme um buraco negro, uma vez que estrelas com mais de 40 massas solares não o conseguem,” conclui o co-autor Norbert Langer.

O mecanismo de formação preferido dos astrônomos postula que a estrela que se transforma em estrela magnética – a progenitora – tenha nascido com uma companheira estelar. À medida que ambas as estrelas evoluem começam a interagir, utilizando a energia derivada dos seus movimentos orbitais na ejeção, por parte da estrela progenitora, das enormes quantidades de massa necessárias. Embora não se observe atualmente nenhuma estrela companheira, isto pode dever-se ao fato da supernova que formou a estrela magnética ter originado a separação do binário, ejetando do aglomerado ambas as estrelas em alta velocidade.

“Se este é o caso, então os sistemas binários poderão ter um papel importante na evolução estelar ao originar perda de massa – o derradeiro “plano de dieta” cósmico para estrelas de grande massa, o qual faz deslocar mais de 95% da sua massa inicial,” conclui Clark.

16
ago
10

Fábio Plocos Carvalho

A imagem de Fábio Plocos Carvalho abaixo é a vencedora do mês de AGOSTO de 2010 do AAPOD (Amateur Astronomy Picture of the Day) em incrível dobradinha, já que Fábio já havia vencido o mês de Julho.

AAPOD do Mês de Agosto 2910: Vênus

A imagem de Fábio Plocos Carvalho abaixo é a vencedora do mês de Julho 2010 do AAPOD (Amateur Astronomy Picture of the Day)

Parabéns Fábio! E continue nos brindando com suas estonteantes astrofotografias.

Foto vencedora do AAPOD - Julho 2010: Júpiter e Ganymedes

Abaixo o link com os vencedores do primeiro semestre de 2010.

http://astronomy.fm/aapod/aapod-monthly-winners.html

14
ago
10

EUROPA

Este post é sobre Europa, minha Galileana favorita. Misteriosa, é provável que esteja guardando muitas, muitas surpresas que pouco a pouco serão reveladas. É um dos satélites que mais se assemelha ao nosso planeta.

Fontes: http://www.solarviews.com/eng/europa.htm;http://www.ciencia-cultura.com/Astronomia/jupiter03.html Curso do Observatório Nacional;

EUROPA

Europa é o segundo satélite galileano mais próximo de Júpiter. O mais próximo como já vimos é IO. Diferentemente de Io, cuja superfície é coberta de vulcões, Europa tem uma superfície suave, sem muitos acidentes ou crateras. Esta superfície  é  uma das mais brilhantes do sistema solar, conseqüência do reflexo da luz do sol em sua jovem crosta composta de gelo. Linhas e rachaduras cobrem sua camada exterior. Ela é pouco menor que nossa lua com um diâmetro de 3.138 km. É possível que seja internamente ativa e que sua crosta possua ou tenha possuído água líquida no passado, que poderia indicar a possibilidade de vida. Cientistas acreditam que abaixo do gelo que cobre o satélite exista uma camada de água no estado líquido, com aproximadamente 50 km de profundidade.

O interior de Europa é composto por um núcleo metálico que contém níquel e ferro, O núcleo é rodeado por um escudo rochoso. A camada de rocha de Europa, por sua vez, é rodeada por uma concha de água ou gelo em forma líquida.

Europa é um dos poucos satélites do sistema solar que possui atmosfera, em seu caso muito tênue, composta de oxigênio produzido quando a luz solar e partículas carregadas bombardeiam sua superfície de gelo, gerando vapor de água que se decompõem em oxigênio e hidrogênio. O hidrogênio escapa para o espaço e somente o oxigênio fica.

Europa também possui um fraco campo magnético que é afetado quando Europa cruza o forte campo magnético de Júpiter. A existência deste campo magnético evidencia a existência de algum material condutor abaixo da superfície do satélite. Acredita-se que seja um oceano formado por água salgada.

Como se pode perceber, Europa fascina os cientistas, astrônomos e astrofísicos pelas muitas semelhanças com nosso planeta e pela grande quantidade de condições para existência de vida.

14
ago
10

Emissão surpresa de Raio Gama em Nova

Fonte:http://www.astronomynow.com/news/n1008/13nova/

A idéia de que explosões de novas não tem poder suficiente pata emitir radiação de alta energia sofreu uma dramática reviravolta com a surpreendente descoberta de emissão de raios gamas a partir de uma nova na constelação de Cygnus.

A história começou em 10 de Março com os observadores japoneses Koichi Nishiyama e Fujio Kabashima, que observaram um aumento de dez vezes no brilho do sistema Cyg V407 em comparação com as imagens que haviam feito três dias antes. Eles alertaram a comunidade e a observação foi confirmada de forma independente. N telescópio NASA Fermi Gamma-ray e o telescópio espacial Swift também foram apontados para a região.

Astrônomos amadores japoneses captam a erupção da estrela e seu brilho dez vezes maior do que em dias anteriores . A Nova atingiu um pico de brilho de magnitude 6,9, quase no limite do visível a olho nu. Crédito: Image: K. Nishiyama and F. Kabashima/H. Maehara, Kyoto Univ.

O Fermi monitorou a nova por 15 dias. “Em termos humanos, foi uma explosão imensamente ponderosa, equivalente a aproximadamente mil vezes a energia emitida pelo Sol  a cada ano,”  diz a cientista do Elizabeth Hays. “Mas comparado a outros eventos cósmicos foi bem modesto que o Fermi observa foi bem modesto. Estamos assombrados que o  Fermi o tenha detectado tão fortemente.”

Novas são dramáticas explosões estelares causadas pelo acúmulo de hidrogênio em uma estrela anã branca provocando a fusão nuclear, mas normalmente não são poderosos o suficiente para gerar radiação de alta energia. No caso do sistema Cyg V407, que é uma configuração binária constituída por uma anã branca compacta e uma estrela gigante vermelha  cerca de 500 vezes o tamanho do Sol, os cientistas acham que a emissão surgiu como uma onda de choque de sete milhões de milhas por hora que se propagou a partir do local da explosão.

Erupção detectada pelo Fermi. Crédito:Image: NASA/DOE/Fermi LAT Collaboration.

“A gigante vermelha está tão inchada que o seu ambiente externo simplesmente está vazando para o espaço”, diz Adam Hill na Universidade Joseph Fourier em Grenoble, França. Como o gás se acumula na companheira anã branca ao longo de décadas e séculos, ele finalmente se torna denso o suficiente para se fundir em hélio. O resultado é uma explosão que transporta o gás acumulado como numa concha de partículas colidindo em alta velocidade,  além de gás ionizado e campos magnéticos retorcidos, para fora da anã branca. Os raios gama observados provavelmente ocorreram como resultado do choque das partículas aceleradas com o  vento estelar da gigante vermelha.

“Nós sabemos que os restos de explosões de supernovas muito mais poderosas podem  aprisionar e acelerar partículas , mas ninguém suspeitava que os campos magnéticos na nova eram fortes o suficiente para fazê-lo também”, diz Soebur Razzaque do Naval Research Laboratory.

“São necessários milhares de anos para que restos de uma supernova se expandam, mas com esta nova temos visto o mesmo tipo de mudanças ao longo de poucos dias”, acrescenta o colega Kent Wood.