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Emissão surpresa de Raio Gama em Nova

Fonte:http://www.astronomynow.com/news/n1008/13nova/

A idéia de que explosões de novas não tem poder suficiente pata emitir radiação de alta energia sofreu uma dramática reviravolta com a surpreendente descoberta de emissão de raios gamas a partir de uma nova na constelação de Cygnus.

A história começou em 10 de Março com os observadores japoneses Koichi Nishiyama e Fujio Kabashima, que observaram um aumento de dez vezes no brilho do sistema Cyg V407 em comparação com as imagens que haviam feito três dias antes. Eles alertaram a comunidade e a observação foi confirmada de forma independente. N telescópio NASA Fermi Gamma-ray e o telescópio espacial Swift também foram apontados para a região.

Astrônomos amadores japoneses captam a erupção da estrela e seu brilho dez vezes maior do que em dias anteriores . A Nova atingiu um pico de brilho de magnitude 6,9, quase no limite do visível a olho nu. Crédito: Image: K. Nishiyama and F. Kabashima/H. Maehara, Kyoto Univ.

O Fermi monitorou a nova por 15 dias. “Em termos humanos, foi uma explosão imensamente ponderosa, equivalente a aproximadamente mil vezes a energia emitida pelo Sol  a cada ano,”  diz a cientista do Elizabeth Hays. “Mas comparado a outros eventos cósmicos foi bem modesto que o Fermi observa foi bem modesto. Estamos assombrados que o  Fermi o tenha detectado tão fortemente.”

Novas são dramáticas explosões estelares causadas pelo acúmulo de hidrogênio em uma estrela anã branca provocando a fusão nuclear, mas normalmente não são poderosos o suficiente para gerar radiação de alta energia. No caso do sistema Cyg V407, que é uma configuração binária constituída por uma anã branca compacta e uma estrela gigante vermelha  cerca de 500 vezes o tamanho do Sol, os cientistas acham que a emissão surgiu como uma onda de choque de sete milhões de milhas por hora que se propagou a partir do local da explosão.

Erupção detectada pelo Fermi. Crédito:Image: NASA/DOE/Fermi LAT Collaboration.

“A gigante vermelha está tão inchada que o seu ambiente externo simplesmente está vazando para o espaço”, diz Adam Hill na Universidade Joseph Fourier em Grenoble, França. Como o gás se acumula na companheira anã branca ao longo de décadas e séculos, ele finalmente se torna denso o suficiente para se fundir em hélio. O resultado é uma explosão que transporta o gás acumulado como numa concha de partículas colidindo em alta velocidade,  além de gás ionizado e campos magnéticos retorcidos, para fora da anã branca. Os raios gama observados provavelmente ocorreram como resultado do choque das partículas aceleradas com o  vento estelar da gigante vermelha.

“Nós sabemos que os restos de explosões de supernovas muito mais poderosas podem  aprisionar e acelerar partículas , mas ninguém suspeitava que os campos magnéticos na nova eram fortes o suficiente para fazê-lo também”, diz Soebur Razzaque do Naval Research Laboratory.

“São necessários milhares de anos para que restos de uma supernova se expandam, mas com esta nova temos visto o mesmo tipo de mudanças ao longo de poucos dias”, acrescenta o colega Kent Wood.

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