24
set
10

“Coreshine”: Nova visão sobre o nascimento das estrelas

Frequentemente nos deparamos com descobertas e novidades sobre o processo de formação estelar. Desta vez temos até  a criação de um novo termo. O texto de Nancy Atkinson, postado na Astronomy e traduzido abaixo foi adaptado. O original está no link abaixo:

http://www.universetoday.com/74282/new-astronomical-phenomenon-coreshine-provides-insight-into-stellar-births/

A animação acima mostra a nuvem molecular L 183 como observada por dois telescópios: o SPITZER Space Telescope em infra-vermelho médio (comprimento de onda: 3.6 micrometros) e o Canada France Hawaii Telescope em infravermelho próximo (comprimento de onda: 0.9 micrometros). No infravermelho próximo (mostrado em azul, cor falsa), há uma “brilho na nuvem” propagando a luz de grãos de poeira menores nas regiões mais externas da nuvem. A imagem em infravermelho médio (em amarelo, cor falsa):  mostra o “coreshine – brilho nuclear” recentemente descoberto: luz propagada por grãos de poeira maiores provenientes das regiões mais densas no núcleo da nuvem.

Image: MPIA, J. Steinacker et al.

From the Max Planck Institut für Astronomie:

A ciência está literalmente no escuro quando se fala no nascimento de estrelas, processo que ocorre no interior das nuvens de gás e poeira. Essas nuvens são completamente opacas à luz comum. Agora, um grupo de astrônomos descobriu um novo fenômeno que parece ser comum nessas nuvens e promete abrir uma nova janela para o entendimento das fases iniciais da formação estelar. O fenômeno – luz propagada por grãos supreendentemente grandes de poeira, foi chamado pelos astrônomos  de “coreshine” (núcleo brilhante) . Os resultados foram  publicados na edição do dia 24 de setembro da  Science.

Estrelas se formam quando núcleos densos de gás e poeira das nuvens cósmicas colapsam sob sua própria gravidade. Como resultado, a matéria nessas regiões se torna ainda mais densa e quente até que uma dá início a uma fusão nuclear. Uma estrela então nasce. É assim que nossa própria estrela, o Sol, surgiu.; Os processos de fusão são responsáveis pela luz do sol, da qual a vida na Terra depende. Os grãos de poeira contidos nas nuvens em colapso são matérias prima da qual um interessante produto é formado:Sistemas Solares e planetas similares à Terra.

O que acontece durante as fases iniciais desse colapso é em grande parte desconhecido. O novo fenômeno descoberto pela equipe liderada por Laurent Pagani (LERMA, Observatoire de Paris)e Jürgen Steinacker (Max Planck Institute for Astronomy, Heidelberg, Germany),  promote fornecer informaçoes sobre a fase crucial do início da formação de  estrelas e planetas: “coreshine”é a luz propagada no infravermelho médio- (presente em toda a nossa galáxia) pelos grãos de poeira dentro dessas nuvens densas.  Essa luz propagada carrega informações sobre o tamanho e a densidade das poeiras de partículas – que possuem aproximadamente a mesma idade da região nuclear- a distribuição espacial do gás, a pré-história do material que acabará por formar planetas e sobre os processos químicos no interior da nuvem.

A nuvem molecular CB 244 na constelação de Cepheus, a 650 anos luz da Terra

Credit: MPIA

A descoberta baseia-se nas observações feitas com o NASA’s SPITZER Space Telescope. Segundo artigo publicado por, Steinacker, Pagani e colegas do Grenoble e Pasadena que detectaram uma inesperada radiação em infravermelho médio vinda da nuvem molecular L183 na constelação Serpens Cauda (Cauda da Serpente), a uma distância de 360 anos luz .  A radiação parece se originar no núcleo denso da nuvem. Comparando as medidas com simulações detalhadas, astrônomos foram capazes de demonstrar que estavam lidando com luz propaganda por partículas de poeira com diâmetros de aproximadamente 1 micrômetro (um milionésimo de metro). Os pesquisadores examinaram 110 nuvens moleculares a distâncias entre 300 e 1300 anos-luz, que foram observadas pelo Spitzer em diversas outras pesquisas; As análises mostraram que a radiação de L183 era mais do que acaso. Ela revelou que o brilho nuclear é um fenômeno astronômico generalizado: aproximadamente metade dos núcleos das nuvens exibiram brilho e radiação de infravermelho médio associado a propagação vinda de grãos de poeira e regiões mais densas.

Essas primeiras observações desses núcleos indicam resultados promissores: A presença inesperada de grãos de poeira maiores mostram que esses grãos começaram seu crescimento ainda antes que o colapso da nuvem se iniciasse. Uma observação particularmente interessante diz respeito a nuvens na constelação da Vela, onde o fenômeno não ocorre.

Sabe-se que esta região foi perturbada por diversas explosões estelares (supernovas). Steinacker e seus colegas acreditam na hipótese de que estas explosões tenham destruído os grãos de poeira maiores que tenham existido nessa região.

Fonte: Max Planck

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