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set
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CALISTO

Missão Cumprida! Este é o último post sobre as luas Galileanas.  Calisto, a mais craterizada superfície do Sistema Solar e suas belas regiões brilhantes.

Calisto é o satélite Galileano mais distante de Júpiter, orbitando o planeta a uma distância de 1 880 000 quilômetros.  Sua órbita é um pouco excêntrica e inclinada. É o terceiro maior satélite do Sistema Solar e dentre as galileanas só perde para Ganimedes, tendo tamanho próximo ao do planeta Mercúrio.

A superfície de Calisto é a mais antiga e a mais cheia de crateras do Sistema Solar. A geologia  é relativamente simples; em Calisto, não há grandes montanhas, vulcões ou outras características tectônicas.  A superfície de Calisto pode ser dividida em várias partes geológicas diferentes: planícies de crateras, planícies claras, planícies brilhantes e escuras, e várias unidades associadas a estruturas de múltiplos anéis e crateras de impacto. As planícies de crateras são a maior parte da superfície, e representam a antiga litosfera, uma mistura de gelo e material rochoso. As planícies claras incluem crateras de impacto brilhantes como a Burrr e a Lofn, assim como os restos de crateras apagadas chamadas de palimpsestos, a partes central de estruturas de anéis concêntricos múltiplos, e partes isoladas nas planícies de crateras.Essas planícies claras podem ser depósitos de crateras de gelo. As planícies brilhantes e lisas constituem uma fração pequena da superfície de Calisto e são achadas em zonas próximas às crateras Valhalla Asgard e em zonas isoladas nas planícies de crateras. Imagens da sonda Galileu mostraram que as planícies brilhantes e lisas estão relacionadas a um terreno muito fraturado e áspero e não apresenta nenhum sinal de desgaste.As imagens da Galileu também revelaram áreas pequenas, escuras e lisas que cobriam uma área de 10 000 km2, que parecem cercar o terreno próximo. Elas são possíveis depósitos de criovulcões. As planícies claras e as diversas planícies lisas são um pouco mais jovens e têm menos crateras do que as planícies de crateras.

Superfície craterizada de Calisto

O satélite Calisto também possui uma atmosfera muito tênue composta por dióxido de carbono.

A sonda espacial Galileo detectou evidências de que o satélite Calisto possui um campo magnético bem fraco. Isto parece indicar que ele possui algum tipo de fluido condutor sob a sua superfície.

Interior de Calisto

Crédito: NASA

A imagem acima é uma representação artística e mostra um modelo do interior da lua  Calisto. Antes da sonda Galileo, pensava-se que Calisto era uma lua inativa- apenas um monte de rocha e gelo. Dados obtido da sonda Galileo, entretanto, revelaram que surpreendentemente Calisto pode ter um oceano

Abaixo Calisto e Júpiter em foto de Fábio “Plocos” Carvalho.

Júpiter e Calisto

No vídeo abaixo vemos uma simulação da rotação de Calisto.

http://www.solarviews.com/portug/callisto.htm

http://www1.ci.uc.pt/iguc/atlas/15calisto.htm

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