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nov
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Antimatéria

Esta semana postei um artigo sobre a detecção de anti-hidrogênio (https://teacherdeniseselmo.wordpress.com/2010/11/20/anti-hidrogenio-detectado/).

Tornou-se necessário, então, explicar um pouquinho melhor esta história de “antimatéria”. Espero ter conseguido explicar resumidamente do que se trata, uma vez que se trata de um tópico bastante complexo.

Na balança:"Balança do Big Bang: Assimetria" . Antimatéria para matéria: Parece ser uma grande diferença."

crédito: http://algol.fis.uc.pt/quark/viewtopic.php?f=7&t=172

No final de 1920, Paul Dirac aplicou as teorias da relatividade de Einstein à mecânica quântica. A partir de suas equações percebeu que devem existir estados negativos de energia.

Dirac sugeriu que a deficiência de um elétron em um desses estados seria equivalente a uma partícula carregada positivamente de vida curta, ou o que chamamos de pósitron, com a mesma massa do elétron mas  oposta em termos de carga elétrica. Na matéria comum um pósitron poderia facilmente se encontrar com um elétron e ser aniquilado, resultando num período de vida muito curto para esta partícula, mas no vácuo um pósitron pode viver eternamente.

Em 1936 o Prémio Nobel da Física foi atribuido a Carl Anderson pela descoberta do pósitron – a anti-partícula do elétron- confirmando as previsões de Dirac.

Tabela de partículas e respectivas antipartículas

Quando uma partícula e uma antipartícula se encontram, elas se aniquilam gerando energia pura e podem dar origem a partículas energéticas neutras transportadoras de força, como os gluons, fótons ou Z -bósons. Por outro lado, as partículas energéticas transportadoras de força podem dar origem a pares partícula/antipartícula (produção de pares).

A primeira criação de átomos de antimatéria no CERN abriu a porta para a exploração sistemática do mundo anti.

A receita do anti-hidrogênio é muito simples: Pegue um antipróton, traga um antielétron e coloque o último em órbita do primeiro – mas isso é muito difícil de realizar já que as antipartículas não existem naturalmente na Terra. Elas só podem ser criadas em laboratório. Em casos ainda mais raros, a velocidade do pósitron atinge velocidade próxima o suficiente da velocidade do antipróton para as duas partículas poderem formar a criação de um átomo de anti-hidrogênio.

crédito:http://cepadev.if.usp.br/livro/node/798

Três quartos do nosso universo é composto de hidrogênio e muito do que aprendemos dele foi encontrado por meio do estudo do hidrogênio comum. Se o comportamento do anti-hidrogênio for diferente, mesmo que no mais ínfimo detalhe, do comportamento do hidrogênio comum, os físicos terão que repensar ou abandonar muitas das ideias estabelecidas sobre a simetria entre matéria e antimatéria.

O próximo passo, então é verificar se o anti-hidrogênio, de fato, funciona tão bem como o hidrogênio. As comparações podem ser feitas com enorme precisão, tão preciso quanto uma parte em um milhão de trilhões, e até mesmo uma assimetria nessa escala minúscula teria enormes consequências para nossa compreensão do universo.

Fonte: http://www.xente.mundo-r.com/rcid/pages/sm_1.html

http://www.scribd.com/doc/21149002/Antiparticulas-e-antimateria


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1 Response to “Antimatéria”


  1. novembro 28, 2010 às 2:02 pm

    oláa Denise..em primeiro lugar quero agradece la por esta postagen..me ajudou a entender um pouco melhor sobre ‘anti materia’ e consequentemente ‘anti particulas’ mas ainda estou procurando entender e me aperfeiçoar nessa area do estudos das particulas!!
    muito obrigada por me ajudar a compreender um pouco mais sobre o assunto deixo aki meus
    agradacimentos,continuarei andando por aki kk seu blog é de facil entedimento e para
    os apaixonados por astronomia é ‘excelente’

    thankyou…


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