21
maio
11

A Atmosfera de Júpiter

The King…

Maior planeta do Sistema Solar, esse gigante tem uma atmosfera dinâmica e curiosa, sempre preparando surpresas, como faixas que somem e reaparecem para deleite de astrônomos profissionais e amadores. Isso sem falar em sua linda mancha vermelha. Adoro falar de sua majestade, aqui falo especificamente de sua atmosfera. 

Fontes: http://starryskies.com/solar_system/Jupiter/jupiter_atmoshere.html e

http://www.if.ufrj.br/teaching/astron/jupiter.html

Júpiter, suas faixas e a mancha vermelha em foto de Fábio "Plocos" Carvalho

Quando vemos Jupiter, seja ao telescópio ou através de imagens de telescópios espaciais, o que vemos não é a superfície do planeta, mas sua atmosfera. A atmosfera de Júpiter se mostra como faixas alternadas de regiões mais claras, chamadas de zones (zonas) e regiões mais escuras chamadas de belts (cinturões), que correm paralelas ao equador. As zonas são mais altas em altitude e mais baixas em temperatura. Acredita-se que os cinturões representem áreas descendentes de pressão baixa.

Foi o estudo das nuvens de Júpiter que permitiu inicialmente que astrônomos medissem a taxa de rotação dos planetas gigantes. A taxa de rotação varia com a latitude. Perto do equador de Júpiter a taxa é de 9 horas e 50 minutos, já nos pólos é de 9 horas e 55 minutos. Diferentemente da Terra, Júpiter não é sólido e apresenta uma rotação muito rápida, com velocidade no equador de 43.000 Km/h, o que faz o planeta se achatar nos pólos.

É a mesma alta taxa de rotação que impulsiona a atmosfera e faz com que crie as bandas que vemos.

A mais famosa perturbação na atmosfera de Júpiter é a Grande Mancha Vermelha. Foi observada pela primeira vez pelo astônomo Robert Hooke em 1630. A mancha tem em média 14.000 km de largura e 40.000 km de comprimento. Fica numa área de pressão alta e fica numa altitude mais alta do que as zonas. 

 A composição da atmosfera de Júpiter é praticamente uma cópia da do Sol. Há aproximadamente 82% de hidrogênio, 18% de hélio e traços de quase todos os elementos. A maioria desses elementos está na forma de compostos, amônia, metano, hidrogênio molecular e água. As áreas mais altas das zonas parecem ser de cristais de gelo de amônia.

A estrutura atmosférica inteira tem aproximadamente 1000 km de espessura.

Veja agora essas imagens obtidas quando da passagem das sondas Voyager por Júpiter em Janeiro de 1979 e atualizadas em 2011.

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