08
jul
17

“Como as estrelas podem afetar seus exoplanetas”

No dia 26 de junho de 2017 assisti à palestra: “How stars can affect their exoplanets” proferida por Aline Vidotto, astrofísica brasileira pesquisadora na Universidade de Dublin.

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Desde a primeira detecção de um exoplaneta, essa área vem se desenvolvendo em ritmo alucinante.

Além dos métodos de detecção de planetas que conhecemos:

 – astrometria;

– método da velocidade radial;

– método do trânsito;

– método do pulsar;

– micro lente gravitacional;

-imageamento direto;

o estudo proposto nessa palestra apresenta mais uma forma de detectar a presença de um exoplaneta perto de sua estrela, desta vez pelo efeito que o vento solar e o magnetismo da estrela podem causar ao planeta.

Segundo o estudo, 90% dos planetas detectados até o presente orbitam estrelas com massa de aproximadamente 1.3 massas solares. Assim, a pesquisa se concentra no estudo de estrelas anãs do tipo espectral M.

Ventos solares e exoplanetas

As estrelas perdem massa por meio de seus ventos solares ao longo de toda sua vida. Se temos uma estrela muito massiva, dependendo de sua fase na evolução estelar, a perda de massa pode ser bastante significativa e os ventos são super massivos. Já em estrelas mais frias e de menor massa, o vento é bem menos massivo, fazendo com que a estrela perca muito menos massa e viva muito mais tempo. Mesmo assim, ainda que mais rarefeito,  o momento angular deste vento é suficiente para alterar a evolução rotacional da estrela. À medida que o vento sai da estrela, ele permeia o espaço interplanetário, interagindo com qualquer planeta que encontre pelo caminho. Dependendo da evolução rotacional da estrela, de suas propriedades internas e da evolução de sua atividade magnética, sua interação com o planeta (ou com seu campo magnético, se o planeta tiver,) pode apresentar uma assinatura detectável. 

Representação artística do vento solar interagindo com a magnetosfera do planeta Terra. Credito NASA

A principal ferramenta para o desenvolvimento desta pesquisa é a criação e estudo de mapas da atividade magnética estelares como abaixo.  O estudo e mapeamento desses campos podem determinar que interferência o vento solar exerce em seus planetas e , por outro lado, a presença de planetas pode dar pistas das características do campo magnético e ventos solares da estrela hospedeira.

Mapa topológico do campo magnético da estrela t tauri. Crédito:T.A. Carroll, K.G. Strassmeier, J.B. Rice, and A. Kuenstler

 Ainda há muito a desenvolver sobre o tópico e será interessante acompanhar os próximos passos.

 

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